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França

Prefeitura de Paris quer abolir circulação de veículos a gasolina até 2030

media O jornal Aujourd'hui en France questiona se o objetivo da prefeita de Paris de proibir a circulação de carros à gasolina na capital francesa até 2030 é realista. Fotomontagem RFI

Os principais jornais franceses desta sexta-feira (13) se interrogam se o objetivo anunciado na véspera pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, de abolir veículos movidos a gasolina até 2030, é realista. O assunto divide opiniões.

"A grande aposta" é a manchete do jornal Aujourd'hui en France, que estampa o assunto na capa. "Meio milhão de trajetos são realizados a cada dia por meio de veículos em Paris. Mas ontem, Anne Hidalgo revelou que, depois do fim da circulação dos carros a diesel em 2024, quer também proibir veículos a gasolina até 2030. Realista?", pergunta o jornal.

Aujourd'hui en France não parece muito convencido. A ideia de Anne Hidalgo "pode ser tanto um sonho como um pesadelo", escreve. O diário lembra que, para os moradores da periferia, o principal objetivo não é ter uma cidade silenciosa e respirável: "o objetivo é chegar ao trabalho, muitas vezes longe de suas casas, lá onde os aluguéis são acessíveis", publica.

Para o jornal, a revolução de Anne Hidalgo é louvável quando ela evoca razões de saúde pública. "Mas ela precisa fazer mais e melhor para convencer os parisienses se quiser alcançar seu objetivo da cidade sem carros à gasolina", reitera.

O diário também aborda questões paralelas ao objetivo da prefeita, como a preparação das montadoras para substituir a gasolina pela energia elétrica nos carros, o custo desses veículos, a melhora dos transportes públicos e o possível isolamento dos moradores da periferia.

Apenas 12 anos para cumprir objetivo

O jornal Le Figaro lembra que a prefeita tem apenas 12 anos para cumprir o revolucionário objetivo. Estampando uma foto de Hidalgo andando de bicicleta, o diário salienta que a capital francesa registra importantes avanços na questão em relação a outras cidades do país, por isso tem a obrigação de liderança neste setor.

Para o diário, ao anunciar sua intenção, a prefeita também pressiona o Estado para que se coloque em prática uma nova política juntos aos fabricantes de veículos. A questão, aliás, começará a ser debatida no final de novembro pelos vereadores da capital francesa: discussões que prometem ser calorosas, salienta Le Figaro.

"O reconhecimento da impotência de Paris em relação à poluição" é manchete do jornal Les Echos. Segundo o diário, antes de fazer promessas audaciosas, a prefeitura de Paris deveria trabalhar melhor os projetos já em andamento para melhorar a qualidade do ar na capital francesa. Um exemplo citado pelo diário é o sistema que limita a circulação de veículos poluentes e à diesel, em funcionamento desde 2015, mas que pouco tem sido cumprido pelos motoristas.

Em entrevista ao jornal econômico, o vereador parisiense Christophe Najdovski reconhece a dificuldade de controlar o bom funcionamento do sistema. Outro vereador, o ecologista Yves Contassot, salienta a falta de efetivo para a tarefa. "A lei não está sendo aplicada nem mesmo para os próprios veículos da prefeitura", reclama. Segundo ele, a prioridade, até o momento, está sendo dada para as missões antiterroristas.

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