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França

Radicais islâmicos só não explodiram prédio em Paris porque detonador falhou

media Entrada do edifício residencial em Paris, onde a polícia encontrou botijões-bomba no último sábado (30). Martin BUREAU / AFP

Cinco suspeitos de envolvimento no planejamento de um atentado com explosivos evitado por pouco, no último sábado (30), em Paris, continuam sob custódia da polícia antiterrorista francesa nesta terça-feira (3). O local visado fica nas proximidades do estádio Parc des Princes, do PSG.

O grupo de suspeitos, de cerca de 30 anos, era conhecido por sua implicação com o movimento salafista, a corrente ultraconservadora do Islã em voga entre os jihadistas franceses. Segundo o ministro do Interior, Gérard Collomb, um deles era fichado nos serviços de inteligência por radicalismo islâmico.

A Procuradoria de Paris abriu uma investigação após a descoberta de quatro botijões-bomba em um edifício residencial do 16° distrito de Paris, bairro chique do oeste da capital. Os artefatos foram encontrados por um morador, que alertou a polícia. Ao chegar ao local, os policias depararam com dois botijões-bomba na calçada e outros dois no hall de entrada do prédio.

O morador contou que foi despertado às 4h30 do sábado por um barulho estranho no térreo do edifício e também por um forte cheiro de combustível. Quando desceu para ver o que estava acontecendo – o edifício tem seis andares –, ele viu os botijões-bomba ligados por fios a um aparelho de telefone celular, que seria usado como detonador.

Alertados, policiais e bombeiros fecharam a rua rapidamente e isolaram um perímetro de segurança. Uma equipe de especialistas em desmontagem de explosivos entrou em ação. Havia combustível espalhado no chão, perto dos botijões, para provocar uma deflagração maior.

Segundo uma fonte policial, houve várias tentativas para acionar o detonador à distância, mas a ligação dos botijões com o celular estava mal-feita e não funcionou. Mais uma vez, os franceses passaram a um triz de uma tragédia.

Nos últimos meses, várias tentativas de atentado falharam e material explosivo foi apreendido em poder de suspeitos.

Suspeito já tinha organizado oração de rua

Os suspeitos foram detidos em subúrbios ao sul da região metropolitana de Paris, no departamento de Essone. Os investigadores buscam esclarecer as razões que levaram o grupo a escolher o prédio residencial do 16° distrito da capital para o ataque. Até o momento, nenhum indício em particular dos moradores do prédio justifica a escolha. Os policiais exploram os celulares e computadores dos suspeitos em busca de outros elementos que possam ajudar nas investigações.

O suspeito que era fichado por radicalismo islâmico consultava sites jihadistas na internet e tinha contatos na Síria. Segundo informações do canal de TV France 2, ele já tinha organizado uma oração de rua com outros muçulmanos em um acesso de rodovia.

Nova lei antiterrorista

O Parlamento francês vota nesta terça-feira uma nova lei antiterrorista. O governo Macron espera com a aprovação do texto suspender o estado de emergência, em vigor no país desde os atentados de novembro de 2015. A França está em alerta máximo desde janeiro de 2015, quando houve o massacre na redação do jornal satírico Charlie Hebdo.

O último atentado ocorreu no domingo (1), quando um homem, gritando "Allahu Akbar" – expressão em árabe que significa “Deus é Grande”, na tradução para o português –, esfaqueou duas mulheres de 20 anos na estação de trens de Saint-Charles, em Marselha, antes de ser abatido por uma patrulha de militares. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque.

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