Ouvir Baixar Podcast
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 20/11 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 19/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 19/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 19/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 19/11 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 19/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 19/11 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 17/11 08h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Primeiro museu Yves Saint Laurent abre para o público em Paris

media Primeira coleção assinada Saint Laurent, em 1962, após sua passagem pela maison Dior. RFI/Valérie Passelègue

Foi aberto ao público nesta terça-feira (3) em Paris o primeiro museu Yves Saint Laurent. O projeto, instalado no mesmo palacete onde o mestre da alta-costura atuou, será seguido de outro museu, inaugurado também no mês de outubro em Marrakech.

Pierre Bergé, o companheiro e sócio de Yves Saint Laurent, sempre disse que a moda “não é uma arte, mas precisa de artistas para existir”. No caso do estilista, que inventou o smoking para mulheres, mas também ficou conhecido por imaginar vestidos que reproduziam telas do pintor Piet Mondrian, a dimensão artística sempre esteve presente. E, seguindo essa lógica, nada mais justo do que dedicar um museu inteiro apenas ao trabalho de um dos nomes que marcou o vestuário feminino, ao lado de Chanel, Dior ou Balenciaga.

O palacete onde foi inaugurado o museu parisiense é repleto de história. O local, que já servia de sede para a fundação criada após a morte do estilista em 2008, foi o estúdio de criação de Saint Laurent desde 1974. Foi no mesmo prédio que, em 2002, o estilista declarou, com a voz trêmula, que havia decidido “dizer adeus a essa profissão que tanto amei”. Mesmo após ter entregue a direção artística de sua marca, que havia sido vendida ao grupo Gucci (que se transformou em PPR e atualmente em Kering), o mestre continuou a ir diariamente ao palacete, até uma semana antes de sua morte.

Andy Warhol e Mondrian reunidos em nome da moda

Quem visita o museu tem a impressão de que nada mudou desde que Saint Laurent deixou o local. Sua mesa de trabalho parece intacta, com seus livros e até mesmo seus óculos e as obras de artes que o cercavam continuam expostas, como o retrato realizado por Andy Warhol em 1974.

“Não se trata de um museu de moda. É um local de memória”, explica Olivier Flaviano, o jovem diretor da instituição. Mas para quem teme o lado meio mausoléu, é bom saber que o projeto não se resume a um relicário mórbido do estilista. As principais criações de Saint Laurent também são apresentadas, para o deleite dos fãs e estudantes de moda, e vídeos com entrevistas, além de arquivos com fichas técnicas completam o percurso.

Palacete onde foi instalado o museu Yves Saint Laurent, no n° 5 da avenue Marceau em Paris. RFI/Valérie Passelègue

As peças ficarão expostas sob forma de uma retrospectiva até setembro de 2018, e em seguida o local vai organizar exposições temporárias (a primeira será “A Ásia dos sonhos de Saint Laurent”), intercaladas pela retrospectiva. O método foi adotado para que as criações não fiquem expostas muito tempo, evitando os efeitos da luz, da poeira e até mesmo das mudanças climáticas, verdadeiros inimigos invisíveis dos conservadores quando o assunto é expor moda em um museu.  

Dois museus e um único objetivo: preservar a memória de Saint Laurent

Além do palacete parisiense, abre suas portas dia 18 de outubro no Marrocos um segundo museu Yves Saint Laurent. O projeto de Marrakech, concebido pelo estúdio de arquitetura KO, parece uma miragem na cidade onde o estilista passou, com Pierre Bergé, boa parte de suas férias.

Os dois museus, aliás, foram a última aventura do empresário, que passou a sua vida, principalmente após a morte de Saint Laurent, valorizando o legado do companheiro que, para ele, encarnava a alta-costura. Bergé, que era uma das principais fortunas da França (sócio, por exemplo, do jornal Le Monde), conhecido também por sua ação como mecenas, dizia que, com o museu, queria “transformar lembranças em projetos”. Ele morreu no dia 8 de setembro, menos de um mês antes de ver seu sonho realizado.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.