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França

França prevê redução de impostos e despesas públicas em 2018

media Os ministros das Contas Públicas Gérald Darmanin e da Saúde Agnès Buzyn durante entrevista coletiva na quarta-feira, 27 de setembro, sobre o orçamento do governo para 2018. Lionel BONAVENTURE / AFP

O primeiro projeto de orçamento apresentado pelo governo de Emmanuel Macron é analisado em detalhes pelos jornais franceses desta quinta-feira (28).

Os impostos caem, mas as despesas públicas resistem, resume em sua manchete o diário conservador Le Figaro.

Este primeiro orçamento do governo francês é marcado por um corte de € 7 bilhões de impostos, mas as economias do setor público são bem menores do que o previsto, destaca o jornal.

No entanto, Le Figaro admite que o orçamento proposto respeita "globalmente" muitas promessas do governo para permitir que a França cumpra seu compromisso com a União Europeia de limitar seu déficit público a 3% do PIB.

Uma das novidades tanto para empresas quanto para particulares é a queda de vários impostos, como a taxa de moradia e o imposto sobre o lucro, exemplifica o texto. Por outro lado, alerta o diário, as despesas públicas vão continuar subindo, mas em um ritmo bem menor comparado aos anos anteriores.

Determinação em reduzir impostos

Em editorial, Le Figaro comemora o anúncio de um orçamento que rompe com discursos do passado ao propor, finalmente, uma redução de impostos a partir de previsões concretas e não fantasiosas.

Outro motivo para o jornal elogiar a proposta orçamentária de 2018 para a França é o fato de traduzir uma verdadeira determinação de reduzir impostos e, mesmo de maneira prudente, as despesas públicas, dois problemas crônicos do país.

Em relação aos cortes no setor público, Le Figaro alerta que, apesar das medidas anunciadas, o déficit continuará alto, de € 83 bilhões por ano. Será preciso bem mais do que a supressão dos 1.600 postos do funcionalismo prevista no projeto de orçamento para inverter a curva do rombo do governo francês.

O diário especializado em economia Les Echos dedicou várias páginas para explicar em detalhes as principais medidas do orçamento. Entre elas, a mudança do Imposto Sobre a Fortuna (ISF) que vai atingir 150 mil lares franceses, metade dos que pagam atualmente o polêmico imposto visando os mais ricos da sociedade.

Em gráficos, Les Echos revela que muitos ministérios como o da Educação, Defesa, Pesquisa e Ensino Superior, e Cultura vão ter mais dinheiro em caixa, enquanto outros, como o da Justiça, Agricultura, Imigração, Trabalho e Gestão Pública vão ter que apertar mais o cinto.

Les Echos informa que para o governo o orçamento vai proteger os franceses com rendas mais modestas e distribuir de maneira equilibrada na sociedade o esforço para fazer as economias necessárias. Já para a oposição, o presidente Emmanuel Macron decidiu beneficiar os mais ricos e as empresas privadas.

Cortes no setor de habitação

Libération dedica uma extensa reportagem para falar do impacto do orçamento para o setor de habitação. Com o corte de € 1,7 bilhão de ajudas sociais, um especialista ouvido pelo jornal, Pierre Madec, do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas, afirma que a curto prazo a redução vai repercutir em organismos que oferecem alojamentos para as pessoas mais carentes no país.

Segundo a análise, muitos inquilinos que se beneficiam do sistema de ajuda social vão ter menos recursos e isso poderá comprometer projetos de construção de novas moradias e até na manutenção dos alojamentos sociais já existentes.

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