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França

Fusão de Alstom e Siemens é plano europeu para setor ferroviário

media Modelo de novo trem-bala da empresa francesa Alstom, na região parisiense, em 4 de maio de 2017. REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo

Alstom e Siemens formalizaram nesta terça-feira (26) à noite (hora de Paris) a assinatura da fusão de seus empreendimentos ferroviários, dando origem a um grupo de € 15,3 bilhões em volume de negócios, programado para disputar mercado com a gigante chinesa CRRC.

A nova entidade, chamada Siemens Alstom, será controlada em 50% pelo conglomerado industrial alemão [Siemens], mas será administrada pelo CEO da francesa Alstom, Henri Poupart-Lafarge, especificaram os dois grupos em uma declaração conjunta.

A ideia é combater de igual para igual a gigante chinesa CRRC, que hoje domina o mercado mundial, com lucros anuais da ordem de € 30 bilhões e um crescimento recorde de 40%, em 2016.

A nova empresa se beneficiará de uma cartela de clientes da ordem de € 61,2 bilhões, com uma receita operacional ajustada de € 1,2 bilhão e uma margem de lucro ajustada de 8%, acrescentaram Alstom e Siemens. A fusão acontece no mesmo dia em que o presidente francês Emmanuel Macron realizou um longo discurso na Sorbonne, em Paris, lançando sua visão sobre a “refundação” de uma nova Europa, com orçamentos, planos e sistemas operacionais conjuntos.

A fusão entre a francesa Alstom e a alemã Siemens, que os dois grupos pretendem completar no fim de 2018, deve produzir sinergias anuais da ordem de € 470 milhões, no mais tardar em quatro anos após a conclusão da transação, visando uma liquidez entre € 500 milhões e € 1 bilhão, acrescentaram as empresas no comunicado conjunto.

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