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França

Eleições na Alemanha devem confirmar estabilidade de Merkel e crescimento da extrema-direita

media A imprensa francesa está certa da vitória de Angela Merkel nas eleições legislativas de domingo (24/09) na Alemanha. REUTERS/Fabrizio Bensch

A dois dias das eleições legislativas na Alemanha, os jornais franceses dedicam muitas reportagens para fazer um balanço da gestão de Angela Merkel e explicar porque ela é a grande favorita para continuar governando o país por mais quatro anos.

O jornal Libération dedica um especial de oito páginas para falar da reta final de campanha e resumir o resultado previsível da eleição de domingo (24). "Angela Merkel, estatura indestrutível", diz o título de uma extensa reportagem que começa com um perfil da chanceler de 63 anos, que há 12 comanda a Alemanha.

Seu partido, a CDU (União Cristã Democrata), fez campanha reforçando a imagem de estabilidade de Merkel e o sentimento de que o país vai bem, apesar das crises mundiais.

Segundo Libération, não há dúvidas de que a "dama de veludo com uma personalidade de aço" que governa a maior democracia da Europa deve ser eleita para um quarto mandato consecutivo. "É o povo alemão, adepto da indústria e do compromisso social, mais inventivo e culturalmente mais criativo que os clichês sugerem, o maior responsável pelo sucesso de Merkel", diz o editorial.

A Alemanha é um país com menos desemprego, tem uma indústria forte, exibe um padrão elevado de vida e um enorme excedente comercial, é mais solidária socialmente apesar de algumas medidas que aumentaram as desigualdades. E foi Angela Merkel que orquestrou e comandou esse progresso alemão, constata o diário francês.

Libération lembra ainda que Merkel esteve à frente da gestão da crise migratória, introduziu o salário mínimo, conseguiu aprovar o casamento gay sem turbulências, e também soube gerenciar as crises da Turquia e da Ucrânia. Quando um líder cumpre suas metas durante seu mandato, o povo sabe reconhecer e segui-lo, resume Libération.

Schulz não convenceu decepcionados com Merkel

O diário conservador Le Figaro preferiu falar do principal adversário de Merkel, o ex-presidente do parlamento europeu Martin Schulz, que nesta eleição vai tentar salvar sua posição de líder do Partido social-democrata, SPD.

No início do ano ele parecia concorrer de igual para igual com Merkel, mas durante a campanha ele perdeu fôlego e, segundo sondagens, vai ser o grande derrotado nas urnas.

Schulz, dizem as pesquisas, tem entre 22 e 23% dos votos, longe dos 37% atribuídos à atual chefe de governo. Mas ele ainda mantém esperanças e aposta na conquista de muitos eleitores indecisos, afirma Le Figaro.

Martin Schulz não conseguiu atrair os eleitores de esquerda decepcionados com a atual política alemã, escreve o jornal. Especialistas consideram que a escolha do slogan "a justiça social" foi equivocada. Os alemães têm outras preocupações prioritárias como a segurança e a imigração, justificou o cientista político Oskar Niedermayer, ouvido pelo Le Figaro.

Para Les Echos, Merkel caminha para um quarto mandato consecutivo, assim como seu mentor político, Helmut Kohl, mas com uma queda no número de eleitores.

Apesar de contar com uma base eleitoral forte, incluindo os jovens, seu bem provável novo sucesso nas urnas poderá ser ofuscado pelo crescimento do partido populista AfD (Alternativa para a Alemanha), que poderá entrar no parlamento alemão ao se beneficiar de uma onda anti-imigrantes no país.

A formação criada em 2013 terá entre 10 e 12% dos votos e deve se firmar como terceira maior força política alemã, informa o diário.

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