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França

Macron enfrenta primeira grande greve de seu mandato

media A central sindical CGT convocou os empregados dos setores dos transportes, da energia e da saúde para a greve contra a reforma trabalhista. REUTERS/Charles Platiau

A França vive nesta terça-feira (12) uma jornada de greves em todo o país. Vários sindicatos se mobilizam contra a reforma do código do trabalho que o governo pretende implementar driblando o voto do Congresso. Esse é o primeiro grande protesto popular desde o início do mandato de Emmanuel Macron, que permanece inflexível, apesar das críticas.

A CGT, uma das principais formações sindicais do país, espera cerca de 200 manifestações em toda a França. Uma grande passeata está prevista para sair da praça da Bastilha, no leste de Paris, às 14h (9h em Brasília).

Foram convocados os empregados dos setores do transportes, energia e saúde. O tráfego nos trens será perturbado nas periferias e em parte da rede nacional. Mas a empresa ferroviária francesa (SNCF na sigla em francês) já avisou que os trajetos de longa distância, como os TGV (de alta velocidade), Thalys (que vão para Bélgica e Alemanha), ou ainda Eurostar (que vai para o Reino Unido), não devem sofrer com a paralização.

Os sindicatos contestam o projeto de reforma trabalhista que, para eles, vai desmantelar o código do trabalho e dar mais poder para o patronato. Apesar da mobilização da CGT, outras forças sindicais, como a CFDT e a FO não aderiram ao movimento.

Presidente disse que não vai ceder

Segundo pesquisas de opinião divulgadas nesta segunda-feira (11), mais da metade dos franceses consideram esta greve “justificável”.

Mas Emmanuel Macron já avisou que não pretende recuar. “Estou determinado e não cederei. Nem aos preguiçosos, nem aos cínicos, nem aos extremos”, declarou o presidente na sexta-feira (8), durante um discurso em Atenas.

Uma segunda jornada de mobilização já está prevista para 21 de setembro, véspera da apresentação da reforma do conselho dos ministros.

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