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França

"No pasarán!", diz imprensa francesa, revoltada com ataques na Catalunha

media Capa do jornal Libération desta sexta-feira (18). Reprodução Libération

O assunto da imprensa francesa não poderia ser outro nesta sexta-feira (18): os ataques dos quais a Espanha foi alvo. Em editorial, os diretores de redação expressam sua revolta com os atentados low-cost e ressaltam que, apesar dos massacres e das mortes, a Europa se recusa a se dobrar ao terrorismo.

"No pasarán!" escreve o redator-chefe do jornal Libération, Laurent Joffrin. "A onda de crimes reivindicados pelo grupo Estado Islâmico nesses últimos meses nos leva a uma constatação paradoxal, mas forte: realizando ataques sangrentos, os jihadistas, apesar deste fanatismo absoluto, não conquistam nada", escreve o jornalista.

Segundo Joffrin, uma prova de que a estratégia dos terroristas é ineficaz é o fato de que os civis, frequentemente visados pelos ataques, se recusam a ceder à pressão dos jihadistas. Isso mostra que "a esperança alimentada pelos estrategistas do grupo Estado Islâmico de um dia ver a relação entre os muçulmanos e os não-muçulmanos se degradar é falha", afirma.

O mesmo tom é adotado pelo jornal Aujourd'hui en France. "Revolta e nojo" é o título do editorial assinado pelo jornalista Stéphane Albouy. A barbárie cega que atingiu a capital catalã na quinta-feira (17) suscita indignação além das fronteiras de um país ou de um continente, afirma.

Para Albouy, a covardia daqueles que perpetraram essa infâmia não afetará o poder de atração desta cidade sublime. "Barcelona, como Nice, Londres ou Paris, serão mais fortes que o obscurantismo e a raiva", escreve o editorialista do Aujourd'hui en France.

Guerra contra terrorismo está longe do fim

Apesar de toda a resistência dos países atingidos pelos ataques do grupo Estado Islâmico, para o jornal Le Monde, os atentados na Catalunha mostram que a guerra contra o terrorismo está longe do fim. "O risco é constante e permanece muito elevado", ressalta o diário em seu editorial.

De acordo com Le Monde, as derrotas dos jihadistas na Síria e no Iraque não impedem que atentados continuem sendo perpetrados na Europa. "Talvez isso suscite até mesmo uma reação contrária: essa ideologia assassina pode se decentralizar e se espalhar por onde puder", ressalta.

Para o jornal Le Figaro não há dúvidas de que esse terrorismo low-cost, realizado sem armas ou bombas, está atingindo o coração da Europa. Atacar a avenida mais festiva de Barcelona, cheia de bares, restaurantes e lotada de turistas, tem um significado importante para os terroristas e pode fortalecê-los, escreve o jornalista Patrick Saint-Paul. O grande temor é que a ideologia pervertida dos jihadistas ainda persista na Europa durante muitos anos, conclui o editorialista.

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