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França

Incêndios começam a ser controlados no sudeste da França

media O maior foco do incêndio, perto da localidade de Sertã, na região de Castelo Branco, Potugal. REUTERS/Rafael Marchante

A maior parte dos focos de incêndio do sudeste da França começaram a ser controlados. Nas cidades de Bouche-du-Rhône e Bormes-les-Mimosas, na Riviera Francesa, onde os ventos estão mais fracos, a situação é "favorável" de acordo com os bombeiros, mesmo se ainda há riscos por causa da seca na região. Em Portugal, moradores e autoridades ainda lutam contra as chamas cinco semanas após a tragédia que deixou 64 mortos e mais de 200 feridos.

Em Bormes-les-Mimosas, mais de 10 mil pessoas foram retiradas de suas residências na noite de quarta-feira (26). As chamas queimaram 1.600 hectares da mata local, mobilizando mais de 500 bombeiros. Cerca de 1.500 pessoas dormiram em locais oferecidos pela prefeitura, que ainda não prevê quando elas poderão retornar para suas casas. Dezenas de outros indivíduos passaram a madrugada na rua ou em barracas na praia na região do Var, na Riviera Francesa, no sudeste da França.

"A prioridade é dada aos novos casos de incêndio, por isso esperamos a ajuda do reforço aéreo", disse um dos bombeiros. Na cidade de Bouches-du-Rhône, três focos de chama estão "sob controle", mas as autoridades permanecem em vigilância já que um vento de 35km/h, vindo do oeste, está previsto para a tarde.

No total, mais de 6000 homens e mulheres contribuíram na luta contra as chamas no sudeste da França e na região da Corsa, de acordo com o Primeiro Ministro Edouard Philippe, que fez uma visita à Bormes-les-Mimosas na tarde de ontem. No total, mais de 7 000 hectares de vegetação queimaram em três dias.

Batalha incansável em Portugal

Enquanto isso, em Portugal, vários povoados foram desocupados e o tráfego nas estradas foi bloqueado na última noite. Na região de Castelo Branco, maior foco da queimada, foram mobilizados 1.200 bombeiros, cerca de um terço de todo o efetivo do país. Uma mulher de 50 anos foi abordada pela polícia judiciária por suspeita de ter começado o fogo ao acender um isqueiro.

Em Mação, com 2 mil habitantes, algumas casas foram destruídas pelas chamas, que já estão sob controle. Na região de Coimbra, mais de 500 bombeiros também tentavam deter as brasas na cidade de Lorvão. Os incêndios já destruíram 75 mil hectares de florestas no país, um recorde da última década, enquanto quase 80% do território ainda sofre de seca severa.

O primeiro-ministro Antonio Costa declarou que até o outono os riscos de acontecer outros incêdios dessa magnitude são altos. Portugal luta contra as chamas apenas cinco semanas após a tragédia que fez 64 mortos e mais de 200 feridos na mesma região.

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