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França

Escândalo de empregos-fantasma no Parlamento europeu atinge Mélenchon

media O deputado Jean-Luc Mélenchon, presidente do grupo "A França Insubmissa" na Assembleia francesa. BORIS HORVAT / AFP

Os jornais desta quarta-feira (19) detalham o novo capítulo do escândalo de empregos-fantasma no Parlamento europeu que agora também atinge o partido de esquerda radical, A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. O caso, que envolve várias outras siglas francesas, de todas as tendências políticas, começou no início do ano.

Em março de 2017, uma eurodeputada do partido de extrema-direita Frente Nacional, Sophie Montel, enviou uma carta ao procurador da República de Paris, François de Molins, denunciando 20 colegas de terem empregado irregularmente assessores parlamentares. Segundo a denúncia, os funcionários eram pagos com fundos europeus, mas na prática não trabalhavam no Parlamento em Estrasburgo e sim para os respectivos partidos em Paris. Uma investigação foi aberta.

A Frente Nacional de Marine Le Pen, visada desde 2015 por um processo de emprego-fantasma no Parlamento europeu, usava assim a velha tática de que a melhor defesa é o ataque, ressalta Libération. Por causa dessa acusação, a ex-candidata de extrema-direita na eleição presidencial francesa, e presidente da sigla, foi indiciada em 30 de junho por abuso de confiança. Os 40 supostos empregos-fantasma da Frente Nacional no Parlamento europeu teriam dado um prejuízo de € 5 milhões de euros à instituição.

Escândalo provoca queda de ministro

A abertura da investigação contra outros partidos franceses, em março, provocou a queda do primeiro ministro da Justiça de Emmanuel Macron, François Bayrou, suspeito de ter aproveitado do esquema para pagar funcionários de seu partido centrista Modem. Sylvie Goulard, da Defesa, e Marielle de Sarnez, dos Assuntos Europeus, do mesmo partido, também pediram demissão, provocando a primeira crise do governo Macron.

A França Insubmissa tinha ficado de fora dessa primeira denúncia, que cita ainda representantes do Partido Socialista, Ecológico e Os Republicanos. Mas, no dia 27 de junho, Sophie Montel, enviou uma nova carta visando o ex-eurodeputado, ex-candidato à presidencial francesa e atualmente líder do partido da esquerda radical na Assembleia francesa, Jean-Luc Mélenchon.

Aujourd'hui en France informa que o Tribunal de Paris incluiu o nome de Mélénchon no inquérito preliminar sobre abuso de confiança, iniciado em março contra os outros 20 eurodeputados franceses. A investigação está começando, mas o líder da França Insubmissa terá que se defender das suspeitas de 4 empregos-fantasma de assistentes parlamentares, entre 2009 e 2017.

“Dois pesos, duas medidas”

Aujourd'hui en France perguntou à eurodeputada da Frente Nacional porque ela resolveu fazer essa nova denúncia. Montel respondeu que o partido, que se considera vítima das acusações de suspostos empregos-fantasma, quer acabar com “a prática de dois pesos duas medidas no Parlamento europeu”. Já o jornal Libération destaca que a eurodeputada quer que Jean-Luc Mélenchon, “que se apresenta como um cavaleiro da Justiça, sempre pronto a dar lições de moral aos outros, também seja investigado” pelas irregularidades que cometeu.

Nada impede a acumulação de um cargo como assistente parlamentar europeu e como empregado de uma partido nacional, mas os dois trabalhos têm que ser efetivos, com carga horária compatível, lembra Aujourd'hui en France. Jean-Luc Mélenchon, como aliás todos os outros envolvidos, desmentiu qualquer irregularidade. Ele disse desconhecer porque estão tentando incriminá-lo.

Moral da história

Liberation termina sua matéria com uma moral da história. Apesar de seus serviços e tática de ataque, a eurodeputada da Frente Nacional Sophie Montel, não escapou da crise que divide o partido da extrema-direita francês, desde a derrota no segundo-turno das presidenciais, em maio. Ela perdeu o cargo de presidente da sigla no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-Comté, como determinado por … Marine Le Pen.

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