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França

"Nada irá separar a França dos EUA", diz Macron em desfile do 14 de Julho

media Telão na praça da Concórdia, em Paris, exibe imagens da tribuna de honra onde Emmanuel Macron e Donald Trump assistem ao desfile militar de 14 de julho na avenida Chaps Elysée. REUTERS/Kevin Lamarque

A França celebra nesta sexta-feira (14), com o tradicional desfile militar na avenida Champs Elysées e queima de fogos na Torre Eiffel, em Paris, a festa nacional republicana de 14 de Julho. Símbolo dos novos tempos, com o presidente mais jovem da história do país no poder, a banda de fanfarra do Exército tocou as canções Get Lucky e Harder Better Stronger, da banda francesa Daft Punk, no final da parada militar.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e a primeira-dama americana, Melania, foram os convidados de honra da comemoração. O casal assistiu ao desfile militar ao lado do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, e de sua esposa, Brigitte, na tribuna para convidados instalada na praça da Concórdia.

Sob um forte esquema de segurança, que envolveu um efetivo de 3500 homens só na região da avenida Champs Elysées, o evento aconteceu sem incidentes. A parada contou com a participação de 3700 militares, que marcharam a partir do Arco do Triunfo até a praça da Concórdia, acompanhados de 211 veículos de guerra e de um batalhão de cavalaria de 240 animais.

O espetáculo aéreo contou com uma centena de aviões e helicópteros, inclusive da força aérea dos Estados Unidos. Um batalhão de 150 soldados americanos participou da manifestação, que lembra o centenário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

Macron, "amigo" de Trump

Ao final do desfile, em um breve discurso, Macron disse que "nada irá separar a França dos Estados Unidos". O líder francês sublinhou que Paris encontrou em Washington um aliado confiável, "amigos que nos socorreram", referindo-se a "uma amizade que atravessa o tempo".

Em sua breve passagem por Paris, de pouco mais de 36 horas, Trump recebeu um tratamento caloroso do casal presidencial francês. Brigitte Macron exerceu um papel destacado na agenda, a ponto de Trump comentar: "você está super em forma", em referência aos 64 anos da primeira-dama, 25 anos mais velha que o marido.

Trump e Melania retornaram para Washington na sequência do encerramento do desfile militar.

Convidado incômodo

A presença de Trump como convidado de honra da festa nacional francesa irritou alguns políticos de esquerda, que consideram que Trump não representa os valores republicanos da França. O bilionário desembarcou ontem em Paris, acompanhado de sua esposa, e se reuniu com Macron para discutir a luta contra o terrorismo, as operações militares no Iraque e na Síria, e a saída dos EUA do Acordo de Paris de mudanças climáticas. Trump sinalizou uma abertura na questão do clima.

O desfile militar acontece em um contexto delicado neste ano. O anúncio do corte de € 850 milhões no setor da Defesa, anunciado pelo governo nesta semana, foi contestado pelo chefe de Estado-Maior do exército francês, general Pierre de Villiers. O militar de alta patente participou do desfile, mas recebeu uma advertência de Macron por ter se queixado dos cortes para deputados.

Para a queima de fogos na Torre Eiffel, nesta noite, 1900 policiais farão a segurança.

Franceses lembram um ano do atentado em Nice

Este 14 de Julho também marca o primeiro ano do atentado ocorrido em Nice, no sul do país. O ataque deixou 86 mortos e cerca de 450 feridos em um atropelamento com um caminhão, após a queima de fogos no Passeio dos Ingleses, a avenida beira-mar da cidade. O corpo do autor do massacre, o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, morto por policiais, foi repatriado no dia 30 de junho passado para a Tunísia.

Uma cerimônia de homenagem às vítimas será realizada nesta tarde no local, na presença de sobreviventes, familiares e do presidente Macron. Em respeito ao aniversário do trágico incidente, a tradicional queima de fogos será realizada apenas amanhã tanto em Nice quanto nas cidades da região.

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