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França

Macron homenageia vítimas no aniversário de 1 ano do atentado de Nice

media Emmanuel Macron realiza discurso em Nice REUTERS/Eric Gaillard

O presidente francês, Emmanuel Macron, homenageou nesta sexta-feira (14) em Nice as vítimas do ataque terrorista que, há um ano, deixou 86 mortos e mais de 50 feridos, após ter comemorado em Paris o feriado nacional ao lado do presidente americano, Donald Trump.

A carioca Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, 30, e sua filha, Kayla, 6, morreram no atentado. Como recordou a equipe de Macron, o 14 de Julho "tem agora a particularidade de ser também o aniversário de um ataque que enlutou a França".

Macron chegou esta tarde a Nice, no sul do país, acompanhado dos ex-presidentes François Hollande e Nicolas Sarkozy, a quem convidou para participar das homenagens. Também estavam presentes o príncipe Albert II de Mônaco e vários membros do governo.

Sob um sol escaldante, Macron condecorou vários cidadãos e membros das forças de segurança que tentaram parar o autor do ataque, o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos. Ao volante de um caminhão de 19 toneladas, o terrorista atropelou centenas de pessoas no Passeio dos Ingleses, na orla de Nice.

Franck Terrier, conhecido como "o herói do scooter" foi condecorado com a Legião de Honra, a mais alta distinção francesa, em meio a aplausos. Ele havia jogado sua moto contra o caminhão e se agarrou à porta, batendo no atacante numa tentativa de pará-lo.

"Eu estava pronto para morrer", disse esse pai de família em uma entrevista em julho passado.

Naquela noite, cerca de 30 mil pessoas estavam no Passeio dos Ingleses, a mais famosa avenida de Nice, em frente ao Mediterrâneo, para assistir a uma queima de fogos de artifício para o feriado nacional.

Pouco depois das 22h30, o terrorista atropelou a multidão. O ataque foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), embora a investigação não tenha confirmado qualquer conexão direta com o atacante, que foi morto.

“Nissa la bela”

Macron pronunciou um discurso às 18h30 (13h30 de Brasília) e se reuniu com feridos e familiares das vítimas do ataque. Os moradores de Nice deram início aos eventos na quinta-feira à noite com uma cerimônia religiosa ecumênica.

"É verdade que a vida continua, mas é terrível", afirmou, com os olhos cheios de lágrimas, Florence, de 52 anos, que insistiu na importância de que "todos se lembrem" das vítimas.

Na parte da manhã, uma multidão silenciosa, com muitos sobreviventes, depositou, um por um, os 12 mil pequenos azulejos azul-branco-vermelho que formaram o lema da França, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", na calçada.

Em Paris, durante o desfile militar, a banda do Exército entoou as notas de "Nissa La Bella", o hino da cidade, em frente à tribuna oficial.

A França, onde o estado de emergência decretado em novembro de 2015 acaba de ser renovado pela sexta vez, celebra seu feriado nacional sob forte esquema vigilância. Para a data, foram mobilizados cerca de 86 mil policiais, além de sete mil soldados e 44 mil bombeiros.

A sangrenta onda de ataques extremistas já deixou 239 mortos em oito atentados desde janeiro de 2015. Várias tentativas foram frustradas pelas forças de segurança ao longo dos meses.

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