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França

Primeiro-ministro francês foi “prudente” e “esperto” em seu discurso de política geral

media O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, durante seu discurso de política geral na Assembleia na terça-feira, 4 de julho de 2017. CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

A imprensa francesa desta quarta-feira (5) analisa o discurso de política geral do primeiro-ministro Edouard Philippe. Um dia depois do presidente Emmanuel Macron anunciar os principais eixos de seu mandato diante do Congresso reunido em Versalhes, o premiê francês revelou na tarde de terça-feira (4) na Assembleia o programa de governo para o país, nos próximos cinco anos. Os jornais em peso destacam a prudência de Édouard Philippe e dizem que, ao contrário de Macron, ele foi claro e concreto.

Libération chama o primeiro-ministro de “esperto”. Segundo o jornal progressista, Édouard Philippe fez anúncios concretos em vários setores, como a obrigatoriedade de onze vacinas para crianças, o aumento do preço do maço de cigarros a € 10, a reforma do Bac, o Enem francês, e soube ser hábil ao citar medidas de austeridade. O premiê foi discreto na divulgação de más notícias, como o número de funcionários que serão suprimidos.

Em seu editorial, o diário lamenta que o catálogo das medidas  anunciadas não desenhem um projeto global de sociedade, mas está em fase com uma parte da sociedade francesa que dúvida da sacrossanta divisão entre a esquerda e a direita. A política concreta não é vergonhosa, mas somente se o premiê não usar a modéstia para melhor dissimular aos franceses seus verdadeiros objetivos, alfineta o texto.

Confiança da Assembleia

Comparando o primeiro-ministro a Hércules, Aujourd'hui en France detalha os 12 trabalhos de Édouard. O premiê se fez ouvir porque fez anúncios concretos, soube se dirigir aos franceses tentando responder às preocupações deles e mostrou que vai dirigir o país na direção definida pelo presidente. No final de seu discurso de reformas, Édouard Philippe obteve com facilidade a confiança de uma grande maioria dos deputados, informa o diário.

O primeiro-ministro só recebeu 67 votos contra, o menor nível de oposição desde 1958, destaca Les Echos. Vários deputados de partidos que não pertencem à maioria presidencial preferiram se abster.

Para o diário econômico, o primeiro-ministro indicou sua vontade de reformar o país, mas a prudência prevaleceu em seus anúncios. A cautela é grande principalmente na redução dos impostos. O premiê confirmou as promessas de campanha de Macron, mas elas serão distribuídas ao longo dos próximos cinco anos.

A principal surpresa foi a decisão de não suprimir a taxa de habitação, equivalente ao IPTU no Brasil, para 4 em cada cinco franceses. O benefício só será efetivo em 2022. A reforma do Imposto sobre a Fortuna (ISF) também foi adiada para 2019.

“Em Marcha a passos curtos”

Fazendo um trocadilho com o nome do partido no poder (A República Em Marcha), Le Figaro escreve em sua manchete que o primeiro-ministro está “Em Marcha, mas a passos curtos”.

O jornal conservador diz que, depois do diagnóstico de falência das contas públicas revelado ontem pelo premiê, se esperava o anúncio de um plano de economias que todos os seus predecessores evitaram.  Mas apesar da urgência, critica o diário, o primeiro-ministro se contenta em agir lentamente. Neste ritmo, no final do mandato de Emmanuel Macron, a França continuará sendo o país que mais gasta, mas também o que mais cobra impostos, critica o editorial do Le Figaro.

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