Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Banco BNP Paribas é processado por seu papel no genocídio em Ruanda

media Genocídio em Ruanda deixou quase 800 mil mortos Reuters

Três associações anunciaram nesta quinta-feira (29) que apresentarão uma ação na França contra o banco BNP Paribas por "cumplicidade de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade" no genocídio de Ruanda de 1994.

A associação de combate à corrupção Sherpa, o Coletivo de Partes Civis para Ruanda (CPCR) e a ONG Ibuka France acusam em um comunicado a entidade de ter permitido o "financiamento da compra de 80 toneladas de armas, que foram usadas para cometer o genocídio".

"O banco não poderia ter dúvidas sobre as intenções genocidas das autoridades do país para o qual autorizou a transferência de fundos, em junho de 1994", afirma o texto.

Procurado pela agência France Presse, um porta-voz do BNP Paribas afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa. "No momento, não temos elementos suficientes para poder comentar", disse.

As três associações afirmam que o BNP,  que depois passou a se chamar BNP Paribas, "autorizou em junho de 1994 duas transferências de fundos de uma conta que o Banco Nacional de Ruanda (BNR) tinha na instituição para uma conta no banco suíço UBP", em nome de Willem Tertius Ehlers, um intermediário sul-africano "proprietário na época de uma empresa de armas chamada Delta Aero".

Quase 800 mil mortos

As associações denunciantes afirmam que as transferências, em 14 e 16 de junho e por um valor superior a US$ 1,3 milhão, aconteceram um mês depois de a ONU ter decretado um embargo de armas a Ruanda, onde já havia começado o genocídio dos tutsi.

De acordo com a ONU, o conflito entre abril e julho de 1994 deixou quase 800 mil mortos, principalmente entre a minoria tutsi.

Depois, Ehlers e o coronel Théoneste Bagosora, um militar hutu de Ruanda, que mais tarde seria condenado pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda, teriam concluído uma venda de armas em Seychelles ao lado de intermediários do Zaire, segundo as associações demandantes.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.