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Franceses chegam a quebrar hidrantes para enfrentar o calor

Franceses chegam a quebrar hidrantes para enfrentar o calor
 
Na cidade de Nantes, no oeste da França, criança se refresca em espelho d'água com chafariz. Reuters

As altas temperaturas, que chegaram terça (20) e quarta-feira (21) a registrar picos de 36°C a 40°C, começam a recuar no centro e norte da França, mas ainda provocam desconforto para quem mora nas regiões leste e no sul do país. Desacostumados a enfrentar o calor, e com casas construídas mais para suportar o frio, muitos franceses perdem a cabeça e abrem hidrantes de incêndio instalados nas ruas para se refrescar.

Essa "brincadeira" perigosa, importada dos Estados Unidos principalmente por jovens de periferia, deixa bombeiros e autoridades transtornados. Em quatro semanas de calor, esse fenômeno chamado de "street pooling" nos EUA já provocou um desperdício de água equivalente a 240 piscinas olímpicas, apenas na região metropolitana de Paris.

A "moda" de abertura dos hidrantes chegou à França em 2015, mas se espalhou rapidamente, lamenta a companhia de distribuição de água Veolia. Só no dia 21 de junho, o primeiro dia do verão no hemisfério norte, a empresa constatou um aumento de 50% no consumo de água em Paris e em 150 municípios vizinhos, principalmente pela abertura selvagem dos hidrantes. O norte do país não escapa a esses atos de vandalismo, com 600 hidrantes abertos em um mês na região de Lille.

A polícia ainda se vê às voltas com a invasão dos espelhos de água e as fontes públicas, mas essa invasão ainda é preferível à quebra dos hidrantes.

Vídeo de brasileiro sobre mau cheiro viraliza nas redes sociais

As vendas de aparelhos portáteis de ar-condicionado e ventiladores explodiram nos últimos dias e alguns modelos já enfrentam ruptura de estoque. Os ventiladores de teto são comercializados no país, mas é raríssimo encontrar esse equipamento nas casas. Em compensação, as francesas ressuscitaram os leques. Nos mercados asiáticos da capital, eles são comprados a € 1 e fazem concorrência aos leques flamencos, mais caros, encontrados em lojas espanholas especializadas.    

O calor estorricante virou motivo de piada nas redes sociais. Um estudante de teatro cearense, residente há três anos em Paris, gravou um vídeo aconselhando brasileiros a não viajarem para a França nessa época do ano. Citando os problemas de mau cheiro das pessoas - "já às 7 horas da manhã" - e "casas de calcário" impróprias para as altas temperaturas, o vídeo viralizou nas redes. Franceses se referem ao metrô como "sauna gratuita". A imprensa publica reportagens mostrando que até os peixes de lagos na região dos Alpes estão morrendo sufocados pelo aquecimento das águas.

Prefeitura de Paris vai testar asfalto anticalor

De acordo com especialistas, as ondas de calor serão cada vez mais frequentes, longas e fora dos períodos tradicionais de altas temperaturas. Diante da irreversibilidade da situação, as cidades começam a pensar em soluções paliativas, que não vão resolver o problema, mas que poderão aliviar as consequências do aquecimento global.

A partir do ano que vem, a prefeitura de Paris vai testar novos tipos de asfalto nas ruas, que reduzem tanto o ruído quanto a temperatura. Entre os revestimentos que serão avaliados estão um tipo de asfalto que retém água na superfície para resfriar o ar e tintas de cor clara, principalmente o branco, que refletem os raios solares evitando a absorção do calor. A experiência vai custar € 2,9 milhões e será financiada pela União Europeia.

A prefeitura de Paris promete ainda multiplicar o número de espaços verdes e harmonizar os edifícios históricos da cidade com fachadas parcialmente cobertas por vegetais.

Até lá, algumas medidas emergenciais foram tomadas: desde o dia 19 de junho, seis parques municipais estão abertos 24h e outros dez devem ficar abertos a partir de 1° de julho até o início de setembro. Quem estiver com muito calor nos estúdios apertados e malrefrigerados de Paris, pode dormir contando as estrelas.


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