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França

Homem que tentou atacar polícia na Champs-Elysées tinha porte de armas, apesar de fichado

media Agentes de Polícia Científica realizam inspeções em veículo que serviu no atentado da Champs Elysée. REUTERS/Gonzalo Fuentes

O francês Adam Djaziri, que tentou praticar um atentado na tarde de segunda-feira (19) na avenida Champs-Elysées, em Paris, era fichado por radicalização na polícia desde 2015, mas tinha porte de armas. A revelação causa polêmica. Ele estava inscrito em um clube de tiro. O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse nesta terça-feira (20) que ninguém pode aceitar uma situação como essa.

Na manhã desta terça-feira, a polícia deteve para interrogatório o pai, um irmão, a cunhada e a ex-mulher do agressor. A família era religiosa e adepta da doutrina salafista do islamismo: os homens usavam barba e as mulheres vestiam burcas, segundo vizinhos.

O pai do agressor confirmou na segunda-feira que o filho "tinha uma arma declarada e treinava tiro". Um estoque importante de armas e munições foi encontrado na casa dele, informou uma fonte policial.

O primeiro-ministro francês detalhou que a primeira autorização de porte de armas foi concedida antes de Adam Djaziri ser fichado. "Naquele momento, ele não tinha nenhum antecedente criminal que justificasse uma decisão de não autorizar o porte de armas", explicou Edouard Philippe. No final de novembro de 2016, já fichado como radical islâmico, ele fez o pedido para renovar a autorização. Uma investigação administrativa foi aberta, mas os serviços de inteligência não consideraram oportuno retirar a permissão.

Tentativa de atentado terrorista

O Adam Djaziri de 31 anos morreu no local, depois que seu carro, carregado de armas e de um bujão de gás, pegou fogo após se chocar contra um veículo da polícia na avenida Champs-Elysées. Ele foi retirado do carro em chamas por um policial, mas não resistiu e uma autópsia deve revelar as causas da morte. O incidente, que não deixou nenhuma outra vítima, é considerado pelas autoridades como "tentativa de atentado".

Eugenio Morcillo via Reuters

O ataque não foi ainda reivindicado, mas o modus operandi e o alvo correspondem aos dos jihadistas. Djaziri entrou no radar da polícia  em 2015 em razão de viagens à Turquia. Ele citou motivos profissionais para justificar esses deslocamentos a um país conhecido por ser uma rota preferencial dos jihadistas europeus para a Síria.

Desde janeiro de 2015, a França tem sido alvo de uma série de ataques terroristas que fizeram 239 mortos. Os últimos atentados contra o país visaram as forças de segurança. O incidente desta segunda-feira acontece menos de duas semanas após o ataque a um policial em frente da catedral de Notre-Dame de Paris por um homem armado com um martelo. O agressor, um estudante universitário argelino, foi ferido e preso.  Ele afirmou ser um "soldado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Em 20 de abril, um policial foi morto na avenida Champs-Elysées, pouco antes do primeiro turno da eleição presidencial francesa. O autor do ataque, Karim Cheurfi, foi morto depois de ferir outros dois agentes. O ataque também foi reivindicado pelo grupo EI.

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