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França

Macron transforma Assembleia francesa com avalanche de deputados novatos

media Da esquerda para a direita, em sentido horário, os jovens deputados Mounir Mahjoubi,Laetitia Avia, Bénédicte Peyrol, Marie Lebec e Sandrine Le Feur. Fotomontagem/Divulgação LREM

O partido do presidente francês Emmanuel Macron elegeu com seus aliados mais de 360 dos 577 deputados da Assembleia Nacional. Mas além da maioria absoluta, a legenda entra para a história pelo número de parlamentares que assumem o poder praticamente sem experiência política.

A República em Marcha (LREM, na sigla em francês) conseguiu barrar as principais legendas históricas de esquerda e direita na eleição legislativa. Com o resultado do pleito, o partido conservador Os Republicanos (LR) se torna a primeira força da oposição, com pouco mais de 120 assentos. Já os socialistas, que dirigiam o país até maio passado, perderam cerca de 200 deputados na Assembleia e não devem chegar nas 50 cadeiras. 

Porém, a principal mudança dessa eleição está no perfil dos vencedores. Metade dos novos deputados do LRME nunca ocupou cargos legislativos e é egresso da sociedade civil. Além disso, a Assembleia assistirá a chegada de vários colegas muitos mais jovens, uma presença maior de mulheres e uma diversidade étnica mais marcada.

A idade dos candidatos é um dos aspectos mais salientados pelos jornalistas. Nomes como o da jurista Bénédicte Peyrol, da ex-militante do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy Marie Lebec, ou ainda da agricultora Sandrine Le Feur, todas com 26 anos, são frequentemente citados. 

Mas um dos principais exemplos dessa nova geração políticos é Laetitia Avia, que se tornou neste domingo (18) uma das primeiras mulheres de origem africana eleita deputada, pela 8ª circunscrição de Paris. Aos 31 anos, a advogada filha de togoleses e vinda de um bairro periférico, era candidata pela primeira vez.

Sem esquecer aqueles que acumulam cargos, como Mounir Mahjoubi, 33 anos, eleito na 16a circunscrição de Paris. Conselheiro de Emmanuel Macron durante a campanha presidencial, ele também foi nomeado secretário de Estado do Digital no governo do primeiro-ministro Edouard Philippe.

A nova Assembleia Nacional começará a votar três projetos de lei: um sobre a moralização da vida pública – após uma campanha desencadeada por diferentes escândalos político-financeiros –, outro para reforçar as medidas de segurança contra o terrorismo e um terceiro – talvez o mais polêmico de todos – sobre a reforma das leis trabalhistas. Mas antes disso, os grupos partidários vão eleger, dia 27 de junho, o novo presidente da Assembleia Nacional francesa.

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