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França

Participação no 2° turno das legislativas francesas ao meio-dia registra forte queda

media Seção eleitoral em Carhaix-Plouguer, na Bretanha, neste domingo 18 de junho de 2017, segundo turno das eleições legislativas francesas. Fred TANNEAU/AFP

Quase 47 milhões de eleitores podem votar no segundo turno das eleições legislativas, mas as autoridades temem que a taxa de abstenção, que já atingiu o nível recorde de 51,29% no primeiro turno, seja ainda maior neste domingo (18). A taxa de participação divulgada ao meio-dia confirma essa tendência. Apenas 17,75% dos eleitores inscritos já tinham votado, um número quase 1,5 ponto inferior à participação registrada na mesma hora, há uma semana, e quase 4 pontos em relação à última eleição de 2012. As pesquisas apontam que a abstenção pode chegar a até 54% no final do dia.

As seções eleitorais abriam as 8h, pelo horário local. O presidente francês, Emmanuel Macron, foi um dos primeiros a votar esta manha em Le Touquet, no litoral norte da França.

A votação acontece até às 18h, 13h em Brasília, na maioria do país, e até às 20h nas grandes cidades, quando os primeiros resultados começam a ser divulgados. “Votem! Ninguém pode se contentar com uma abstenção!”, pede o primeiro-ministro francês Edouard Philippe. O voto não é obrigatório na França, mas temendo críticas sobre a pequena legitimidade dos eleitos, as autoridades fazem campanha tentando convencer os franceses a irem às urnas.

Vitória do movimento de Macron e recuo histórico de partidos tradicionais

O segundo turno das eleições legislativas na França deve confirmar a vitória esmagadora do partido A República em Marcha (LREM) do presidente e o recuo histórico de partidos tradicionais e populistas. Criado há apenas um ano por Macron, o LREM venceu o primeiro turno, com 32,3% dos votos, muito à frente dos conservadores do partido Os Republicanos (LR), que obtiveram 21,5% e se instalam como a segunda força política do país. A Frente Nacional (FN) de extrema-direita, conquistou 13,2%, a esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon 13,7%, e o Partido Socialista (PS) 9,5%.

Mas em função do voto majoritário nas eleições legislativas na França, a vitória do partido de Macron deve ser muito mais significativa neste domingo. Segundo as últimas projeções, o LREM e seu aliado centrista MoDem elegeriam entre 430 a 470 deputados, dos 577 que compõem a Assembleia Nacional francesa. Se a vitória se confirmar nas urnas o presidente conquistaria uma das maiores bancadas de governo já registradas desde a implantação da 5ª República francesa, em 1958.

Com uma maioria absoluta, o mais jovem chefe de Estado da história da França, com 39 anos, teria o caminho livre para aplicar suas ambiciosas reformas, entre elas a importante reforma trabalhista que promete flexibilizar o Código do Trabalho.

Sindicatos e opositores pedem aos eleitores para barrar essa "onda Macron" e garantir uma oposição significativa na casa, capaz de impedir "plenos poderes" para a maioria. Tentando dissipar os temores, o presidente garante que "não há nenhum risco de um poder absolutista no país".

Renovação inédita

A renovação da Assembleia Nacional será inédita. O partido LREM propôs centenas de candidatos novatos em política, que nunca tinham sido eleitos antes, e muitos estão em posição de favoritos neste segundo turno. Apenas quatro deputados foram eleitos já no primeiro turno em 11 de junho. Os eleitores de 573 distritos voltam às urnas neste final de semana. Estão na disputa 1.146 candidatos, sendo 40% de mulheres.

O LREM disputa o segundo turno com 454 candidatos, seguido do LR com 264 nomes, da FN com 120 concorrentes, e do A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, com 67. O PS tem 65 candidatos e o MoDem 62.

Os franceses que moram em territórios ultramarinos, como Antilhas, Guiana ou Polinésia Francesa, e no estrangeiro votaram no sábado. A ministra do Além Mar, Annick Girardin, conseguiu ser eleita e vai permanecer no governo de Emmanuel Macron.

A votação acontece mais uma vez em clima de ameaça terrorista e sob forte esquema de segurança. As 67 mil seções eleitorais serão vigiadas por 50 mil policiais e 7 mil militares.

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