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França

Derrotada na presidencial, Marine Le Pen é eleita pela primeira vez deputada na França

media Marine Le Pen, no centro da imagem, durante discurso de vitória no segundo turno da eleição legislativa francesa. Denis Charlet / AFP

A líder do Frente Nacional francês, Marine Le Pen, será pela primeira vez deputada na Assembleia Nacional. A chefe da extrema-direita, que foi derrotada na corrida presidencial em maio passado, foi eleita neste domingo (18) na eleição legislativa, confirmando seu lugar na cena política.

"Diante deste bloco que representa os interesses da oligarquia, somos a única força de resistência", disse Le Pen depois de anunciar que seu partido obteve pelo menos seis deputados, quatro a mais do que tem atualmente, nas eleições em que o partido do presidente Emmanuel Macron – A República em Marcha (LREM na sigla em francês) –, obteve uma confortável maioria absoluta.

Derrotada por Macron no segundo turno das eleições presidenciais de maio, essa advogada de formação, de 48 anos, venceu no seu reduto de Henin-Beaumont (norte), antigo bastião socialista atingido pela desindustrialização e pelo desemprego. Na corrida presidencial, ela obteve mais de 60% dos votos na antiga cidade mineradora de 27 mil habitantes, com um programa anti-imigração e anti-União Europeia.

Candidata esperava obter pelo menos 15 cadeiras na Assembleia

"Boa parte de nossos eleitores se absteve no primeiro turno, a metade não se mobilizou", estimou Le Pen, atribuindo isso ao voto majoritário, desfavorável aos pequenos partidos. Sua legenda pretendia obter pelo menos 15 deputados, o que lhe teria permitido constituir um grupo na Assembleia.

A candidata sucedeu em 2011 seu pai, Jean-Marie Le Pen, na liderança do partido. A ambiciosa herdeira deu à formação fundada em 1972 uma imagem menos xenófoba e antissemita. Além disso, afastou os militantes mais radicais, como antissemitas, nostálgicos da Argélia francesa e católicos integristas. A estratégia funcionou, e a Frente Nacional começou a avançar nas eleições.

Para tentar conquistar a presidência, Le Pen, que se descreve como "uma mulher de caráter às vezes abrupto", se esforçou para suavizar sua própria imagem, contando piadas sobre sua vida pessoal, publicando fotos com seus gatos ou aparecendo com cartazes com o slogan "França apaziguada".

Deputada no Parlamento Europeu desde 2004, ela fez campanha nas presidenciais contra a "globalização jihadista e econômica", apresentando-se como a "candidata do povo" e dos "patriotas" frente ao "candidato das finanças", Emmanuel Macron, ex-ministro da Economia e ex-banqueiro. Marine Le Pen é suspeita de ter beneficiado vários de seus colaboradores com empregos fantasmas no Parlamento Europeu e se negou a esclarecer esses fatos na Justiça, denunciando uma "conspiração política".

(Com informações da AFP)

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