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França

Associações querem processar Estado francês por falta de ajuda aos migrantes de Calais

media Situação dos migrantes em Calais, no norte da França, é cada vez mais difícil. REUTERS/Pascal Rossignol

Associações de defesa dos direitos humanos apresentaram nesta sexta-feira (16) um processo na justiça para tentar obrigar o Estado a ajudar os migrantes acampados em Calais, no norte da França. A ação coincide com o envio de uma carta, assinada por várias celebridades, pedindo providências sobre o assunto ao presidente francês Emmanuel Macron.

As entidades tentam chamar a atenção para a situação dos mais de 500 migrantes que vivem escondidos nos arredores da cidade do norte da França, e que tentam todas as noites atravessar clandestinamente o Canal da Mancha rumo a Inglaterra. Com o processo lançado nesta sexta-feira, as associações querem que a Justiça imponha ao Estado a obrigação de ajudar esses refugiados.

Desde o desmantelamento em outubro de 2016 do acampamento gigante formado por migrantes na região, toda ajuda pública foi interrompida. Até então, 4 mil refeições eram fornecidas diariamente pelo Estado. Numa tentativa de desmotivar a vinda de mais refugiados, em março deste ano a prefeitura tentou proibir até mesmo a distribuição de comida pelas associações nas ruas da cidade.

Mas as medidas não tiveram o efeito esperado e os migrantes continuam chegando na região, mesmo se em número menor. As entidades pedem que as autoridades criem um local para poder acolher de forma digna pelo menos os migrantes menores que vagam pela periferia de Calais. Além disso, as associações solicitam a autorização para distribuir comida para os refugiados, além da instalação de chuveiros e água potável.

Artistas e políticos se mobilizam

Várias personalidades, entre artistas e políticos, também se mobilizaram em favor dos migrantes, por meio de uma carta aberta enviada ao presidente francês Emmanuel Macron nesta sexta-feira. O texto, assinado por nomes como o celebre ator Omar Sy, a cantora Christine and the Queens, mas também os ex-candidatos à presidência Benoît Hamon, do Partido Socialista, e Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, pede “o fim da violência contra os migrantes”.

“Você tem o poder de agir para colocar um ponto final nessas pressões agora”, continua a carta, em alusão ao endurecimento recente das políticas de distribuição de ajuda aos refugiados.

Durante sua campanha, Macron não fez promessas sobre o tema, mas deu declarações no sentido de uma melhora do sistema de acolhimento dos refugiados.

 

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