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Elisabeth Badinter denuncia regressão da condição da mulher na França

Elisabeth Badinter denuncia regressão da condição da mulher na França
 
Capa da revista semanal Le Point com a escritora, filósofa, feminista e empresária Elisabeth Badinter. Reprodução

A capa da revista semanal Le Point chama a atenção para uma atualidade polêmica: as mulheres estariam perdendo a liberdade de circular como bem entendem em alguns bairros de Paris onde há uma importante presença de homens, sobretudo imigrantes e muçulmanos? O assédio e o sexismo seriam mais graves nesses bairros do que no restante do espaço público?

O debate ganhou força nos últimos dias depois que duas associações do bairro de La Chapelle   no 18° distrito da capital, o mesmo da Basílica de Sacré-Coeur   lançaram um abaixo-assinado, no dia 19 de maio, denunciando a presença maciça de homens nas ruas em atitude de intimidação.

É verdade que basta desembarcar nas estações Barbès-Rochechouart ou La Chapelle, ambas na linha 2 do metrô parisiense, para se deparar com um "muro" de homens. Eles são na maioria desempregados e migrantes que vivem do tráfico de cigarros, drogas, telefones roubados e da venda das mais diversas bugigangas. O assédio cotidiano deixa muitas moradoras do bairro indignadas   e com toda razão  , mas outras associações feministas viram na denúncia uma conotação racista em relação aos imigrantes.

"Não pode ser vítima"

A revista Le Point traz dezenas de depoimentos de moradoras de La Chapelle, algumas mais, outras menos exasperadas com essa realidade. Políticos locais, feministas e filósofos manifestam suas opiniões, incluindo a escritora Elisabeth Badinter, que tem mais de uma dezena de livros publicados sobre a condição da mulher.

Badinter aparece na capa da Le Point afirmando que se tornou impossível para mulheres de alguns bairros sair às ruas de saia. A autora, igualmente empresária, denuncia "uma regressão da condição feminina na França", argumentando que "sob o pretexto de evitar o racismo e a islamofobia, nega-se a realidade".

No passado, "houve um movimento profundo de liberação da mulher", lembra Badinter, acrescentando que essa conquista "foi demolida em algumas regiões do país". Aos 73 anos, criada em uma geração em que ainda era possível às mulheres responder verbalmente ao assédio masculino sem correr o risco de sofrer uma agressão física, Badinter rejeita, no entanto, a condição das mulheres enquanto "vítimas a proteger". Para Badinter, "os homens não são responsáveis por tudo e deve-se evitar que dois sexos inimigos convivam na desconfiança".


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