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França

Astronauta francês responde questões de ouvintes da RFI antes de voltar para a Terra

media Thomas Pesquet dia 30 de maio de 2017 durante uma entrevista no espaço, às vésperas de seu retorno para a Terra. STR / EUROPEAN SPACE AGENCY / AFP

O astronauta francês Thomas Pesquet volta para a Terra na próxima sexta-feira (2), após seis meses de missão na Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês). Durante toda a operação ele contou sua experiência à RFI. Agora, pouco antes de voltar para casa, o astronauta respondeu às questões de nossos ouvintes.

Com informações de Simon Rozé

Pesquet decolou em novembro de 2016. Após cerca de 200 dias no espaço, ele volta à Terra junto com o colega russo Oleg Novitski, que participava da mesma missão. Durante esse período em órbita, o francês fez mais de cem experiências em várias áreas.

Questionado por um ouvinte sobre o futuro da conquista espacial, Pesquet explicou que graças aos resultados das experiências feitas nos últimos 15 anos na ISS, empresas privadas já desenvolvem projetos de turismo espacial. “Há pesquisas sobre a construção de miniestações espaciais privadas”, relata. “A ideia é ir cada vez mais longe, onde ninguém nunca foi, para responder questões fundamentais e científicas. O objetivo é ir até Marte, mais ainda teremos algumas etapas antes”.

Outro ouvinte provocou Pesquet perguntando se a conquista espacial não estaria estagnada. “Não diria isso”, retrucou o astronauta. “As pessoas não se dão conta da velocidade na qual progredimos. A exploração do espaço é algo que começou há apenas 50 anos. Cinco décadas após a descoberta da América, praticamente nada aconteceu”, compara o francês.

“Nós já fizemos uma estação espacial. É muito difícil manter astronautas em órbita”, continua Pesquet. Para ele, a estação espacial é algo bem mais complexo do que ir para a Lua. “Claro que foi importante, mas no caso de uma missão lunar, os astronautas ficam apenas dois dias e voltam imediatamente”.

O francês aproveita para responder às perguntas sobre uma possível missão para o planeta vermelho. “Se quiséssemos apenas ir até Marte em uma missão de exploração e colocar uma bandeira, poderíamos fazê-lo bem mais rápido, mas não adiantaria nada. O que tentamos com essas missões é explorar e ao mesmo tempo fazer pesquisas que beneficiem às pessoas. Isso torna a exploração mais lenta, mas é por uma boa causa”, explica. Mesmo assim, ele aposta em uma data. “Acredito que em 20 anos teremos pessoas em Marte”, lança o astronauta.

 

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