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França

Países de tradição muçulmana se preparam para celebrar o Ramadã

media Autoridade islâmica observa a lua por meio de telescópio para decretar o início do Ramadã, em Jacarta. Antara Foto/Rivan Awal Lingga/via REUTERS

O mês de jejum muçulmano do Ramadã começa neste sábado (27) na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, segundo anunciaram as autoridades religiosas dos dois países. A comunidade islâmica da França também acompanha o calendário oriental.

Considerado o mês mais sagrado do calendário muçulmano, o Ramadã é, segundo a tradição islâmica, o momento quando o Corão foi revelado ao profeta Maomé.

O calendário islâmico é lunar e o Ramadã começa depois da lua nova, quando aparece o primeiro traço da crescente. No Líbano, o Ramadã começará também no sábado (27), segundo anunciou o mufti do país, xeque Abdelatif Deryan. No Irã xiita, o escritório do guia supremo Ali Khamenei ainda não anunciou quando começará o mês de jejum.

O Ramadã é um mês de penitência e uma ocasião para os muçulmanos se aproximarem dos mais necessitados, privando-se de comida e água. Durante este mês sagrado, é proibida a ingestão de comida e bebidas do amanhecer até o pôr-do-sol. Também é vetado manter relações sexuais.

Comunidades muçulmanas ocidentais

Na França, o mês sagrado dos muçulmanos começa também no sábado, como anunciou quinta-feira o Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM). A Grande Mesquita de Paris, coração histórico do Islã na França, acolheu uma cerimônia simbólica durante a qual o CFCM anunciou a data de entrada no Ramadã, o mês lunar de 29 ou 30 dias, onde os ritos de jejum, orações e encontros coletivos são seguidos de perto pelos fiéis.

Desejando aos muçulmanos da França "um feliz mês de jejum, de piedade e de partilha ", o CFCM aproveitou a oportunidade para saudar a “união entre povos de todas as crenças”. Sublinhando o alto nível da ameaça terrorista na França e na Europa, "como evidenciado pelo último ataque desprezível em Manchester”, a União das Mesquitas da França (UMF) convocou "todas as mesquitas franceses a manterem um alto patamar de vigilância”, especialmente neste mês, quando os locais de culto recebem um número maior de fiéis.

Quatro milhões de muçulmanos na França

O Ramadan é um conjunto de práticas sócio-religiosas muito populares dentro da comunidade islâmica francesa, com uma adesão, de acordo com estudos, de 70% a 80% entre os entre quatro e cinco milhões de fiéis estimados em solo francês. Nos últimos anos, as principais federações têm buscado uma unidade entre si e com os países muçulmanos chave da Península Arábica no norte da África, sobretudo na questão da definição de datas simbólicas do calendário religioso.

Os líderes muçulmanos desejam evitar a divisão entre os fiéis do Profeta, que teria exigido, por meio de um hadith (comentário oral): "Não comecem a jejuar até verem a lua crescente e quebrem o jejum quando a virem de novo". Como a lua crescente não esteve visível na quinta-feira (25), o Ramadã começará no sábado (27), como já haviam antecipado cálculos astronômicos, data que será também obedecida pelas mesquitas na Turquia, cujo líder, Ahmet Ogras, será, a partir de julho, o presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano (ex-UOIF, da Irmandade Muçulmana).

Tradição: jejum difícil na época do Enem francês

Durante o Ramadã, um dos pilares do Islã, os crentes são convidados a se abster de beber, comer e fazer sexo a partir do amanhecer - assim que se pode "distinguir um fio branco de um fio preto”, segundo o Corão, até anoitecer. O jejum é prescrito para toda a comunidade muçulmana, mas são isentos os viajantes, os doentes, os recém-nascidos, os idosos e as grávidas que tenham acabado de dar à luz. Uma compensação é possível para as pessoas impedidas ou isentas: jejum feito mais tarde ou doações para os necessitados.

A questão do jejum é particularmente sensível porque, nesta época, parte de Ramadã cai nos dias mais longos do ano, resultando em um jejum extenuante para o corpo. Pelo terceiro ano consecutivo, o mês sagrado coincidirá com o Bac, espécie de Enem francês, que permite ou não a entrada em grandes universidades. Para os líderes da comunidade, no entanto, isso não apresentará “problemas intransponíveis” para os jovens candidatos.

Em busca da ascese e purificação, os fiéis podem refletir sobre o Corão, participar de vigílias de oração com o apoio de "recitadores" e ser generoso com os pobres. Este é o período em que grandes doações são feitas para mesquitas e salas de oração, cerca de 2,5 mil na França.

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