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França

Dramas familiares e crianças diabólicas em destaque no Festival de Cannes

media O cartaz de "Happy End", de Michael Haneke, em cartaz em Cannes. Festival de Cannes

A família burguesa desumanizada que implode, a velhice náufraga em torno da morte: o filme "Happy End", protagonizado pelo grande ator Jean-Louis Trintignant, é considerado um condensado da obra de Michael Haneke, que pode se tornar o primeiro diretor a ganhar três Palmas de Ouro em Cannes.

Depois de ganhar a recompensa máxima em Cannes por seus dois filmes anteriores, "A Fita Branca" (2009) e "Amor" (2012), o austríaco de 75 anos entra desta vez na intimidade de uma família em Calais, no norte da França. Sob o mesmo teto, moram Georges, o avô falsamente senil e suicida (Trintignant); Anne, a filha controla com mão de ferro os negócios da família (Isabelle Huppert) e Thomas, seu filho médico incapaz de se emocionar (Mathieu Kassovitz).

A chegada neste microcosmo esclerosado de Eva (uma Fantine Harduin glacial), filha de Thomas que ele não vê há anos e que decide acolher, agora que a mãe está gravemente doente, é o elemento perturbador dessa tranquilidade também aparente. Mesmo que "Happy End" não tenha sido recebido com unanimidade pela crítica, o filme é um dos mais bem cotados para levar a Palma de Ouro nesta edição 2017 do Festival de Cannes.

Segundo Haneke, "o filme é um retrato de uma família burguesa europeia." "Eu tenho uma visão da família que não é desesperada, mas realista", declarou o diretor nesta segunda-feira (22) durante uma coletiva de imprensa. "Uma espécie de autarquia afetiva faz com que os membros da família se tornem cegos e surdos para o mundo em torno deles", declarou por sua vez a atriz Isabelle Huppert. "A violência maçante emerge dessas relações familiares", disse Huppert, que atuou pela quarta vez sob a direção do austríaco.

Crianças “diabólicas” em cena

As crianças estão marcando presença no Festival de Cannes, mas se até agora os filmes exibidos exaltavam seu espírito combativo ou sua vulnerabilidade, nesta segunda-feira (22) "The Killing of a Sacred Deer" e "Happy End" mostraram o lado diabólico dos pequenos.

Com o casal cinematográfico da mostra, Nicole Kidman e Colin Farrell, a cruel trama de terror de "The Killing of a Sacred Deer", do grego Yorgos Lanthimos, prendeu a atenção do público da Croisette, que segurou a respiração do início ao fim. A tensão psicológica, reforçada por uma trilha sonora digna de uma produção de Hitchcock, fez com que alguns espectadores deixassem a sala.

Kidman e Farrell, também protagonistas de um segundo filme na disputa, "O Estranho que Nós Amamos" (Sofia Coppola), encarnam um rico casal de médicos que junto com seus dois filhos formam uma família feliz. Mas sua vida se transforma em um pesadelo depois que o filho de um paciente que Farrell não conseguiu salvar durante uma cirurgia começa a buscar vingança. O adolescente - interpretado pelo ator irlandês Barry Keoghan - frio, impiedoso e diabólico incomoda o espectador apenas com sua presença. "Meus filhos não vão ver esse filme", diz, rindo, Nicole Kidman, após a exibição.

Em “Happy End”, de Michael Haneke, Eve é uma “diabinha”. Traumatizada pela separação de seus pais, a garotinha começa a demonstrar tendências suicidas e assassinas, personagem que sem dúvida lembra as crianças de "A Fita Branca", com a qual Haneke venceu a primeira de suas duas Palmas de Ouro.

As primeiras reações da crítica colocaram o filme de Lanthimos, "The Killing of a Sacred Deer", entre os favoritos para o maior prêmio do festival, ao lado de “Happy End”, e elogiaram o trabalho de Kidman como "um de seus melhores em anos", segundo a revista especializada Screen. Por enquanto, o filme favorito da crítica, que muitas vezes não antecipa o veredicto do júri, é "Loveless", do russo Andrei Zvyaguintsev ("Leviatã"), que aborda a insuportável vida de um menino de 12 anos, Aliocha (Matvey Novikov), cujos pais não se amam e que também não gostam dele.

Clique aqui para ver o trailer de "The Killing of a Sacred Deer":

 

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