Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 20/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 20/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/08 15h00 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/08 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Últimas notícias
  • Polícia da Espanha encontra 120 botijões de gás para "um ou vários atentados" em Barcelona

Revista conta como Macron desconfia da imprensa

Revista conta como Macron desconfia da imprensa
 
Emmanuel Macron tenta controlar sua imagem e fala pouco com a imprensa, explica a revista do Le Monde. Reprodução

A revista M do jornal francês Le Monde traz em sua edição deste fim de semana uma longa reportagem de capa sobre a estratégia de comunicação do presidente Emmanuel Macron. O texto explica como o novo chefe de Estado conseguiu controlar sua imagem durante praticamente toda a campanha presidencial, mantendo tudo em segredo.

Segundo a reportagem, o principal modelo de Macron é Barack Obama, “o chefe de Estado mais cool do Universo, mas que tinha um dispositivo de comunicação trancafiado”. Para Le Monde, o novo presidente está criando uma adaptação francesa do sistema popularizado pelo ex-chefe da Casa Branca.

Essa vontade de controlar sua imagem é ilustrada no texto com o relato de um encontro entre o então candidato do movimento Em Mancha! com funcionários de uma fábrica francesa cujas atividades devem ser transferidas para o exterior. Apesar de ser um momento delicado da campanha, pouco antes do segundo turno da eleição presidencial, a imprensa foi praticamente excluída. Apenas uma câmera das equipes de Macron foi autorizada a acompanhar o evento, transmitindo as imagens ao vivo via Facebook.

Diferenciando-se de Hollande

Segundo a revista do Le Monde, o objetivo do novo presidente é falar o mínimo possível com a imprensa. Bem diferente de seu antecessor, François Hollande, que abria facilmente as portas de seu escritório para jornalistas, pagando às vezes um preço bastante alto por suas próprias declarações.

A reportagem ouviu o responsável pela comunicação da presidência francesa durante o mandato de Hollande, Gaspard Gantzer, que se defende de ter exposto demais o ex-presidente, e se questiona sobre o método de Macron. Segundo ele, o novo chefe de Estado quer se distinguir de seu antecessor. “Trata-se de uma estratégia, mas será que é verdade?”, alfineta. “Macron demonstra uma indiferença total pelos jornalistas políticos”, comenta Aquilino Morelle, ex-conselheiro do Palácio do Eliseu. Ao contrário de Hollande, “ele não é fascinado pela imprensa”, conclui.

Macron sempre disse que não pretendia estabelecer elos de amizade com jornalistas, nem vai fazer confidência à imprensa ou fazer declarações em off. “O novo presidente detesta esse procedimento, que consiste em dar uma informação ou um comentário sem ser citado”, explica o texto. O chefe de Estado prefere responder abertamente aos rumores, como quando desmentiu, diante de dois mil jornalistas em fevereiro passado, as insinuações de que ele teria um caso com o presidente da Rádio França, Mathieu Gallet.

Desconfiança da equipe é herança do caso do escândalo de Strauss-Kahn

A reportagem explica que boa parte dessa estratégia de comunicação, “perfeitamente rodada”, é fruto do trabalho de um homem: o jovem Ismaël Emelien. Aos 30 anos, o assessor, que no passado apoiou a campanha de Dominique Strauss-Kahn, é um dos homens de confiança de Macron. O escândalo sexual que excluiu o ex-chefe do FMI da corrida presidencial em 2011, aliás, criou em Emelien um sentimento de profunda desconfiança da imprensa, explica o texto.

Basta ver a maneira como os jornalistas foram tratados antes e depois da eleição. A reportagem conta, por exemplo, como as equipes de Macron se livraram de uma jornalista em uma viagem durante a campanha, informando o horário errado do voo. Ou, ainda, como os fotógrafos dos jornais e revistas foram posicionados, a 100 metros de distância do palco, durante o discurso de vitória do presidente, diante da Pirâmide do Louvre.

Além disso, ainda se distanciando da imagem de Hollande, o “presidente normal”, Macron praticamente não fala com a imprensa, principalmente depois que foi eleito. “Para que o Macron candidato se transformasse em Macron presidente, sua voz foi ficando mais rara”, comenta o texto. A reportagem teoriza que “é na solidão e no isolamento esplêndido que se reconhece os atributos reais do poder, no qual a dramatização exige a arte de saber se eclipsar”. Porém, a revista se questiona se esse modelo engessado pode se sustentar durante cinco anos de mandato.


Sobre o mesmo assunto

  • França

    Macron aperta o cinto e limita número de assessores de ministros

    Saiba mais

  • França

    Políticas neoliberais devem ser o eixo principal do governo de Macron

    Saiba mais

  • França/governo

    Nicolas Hulot, o militante ecologista que virou ministro de Macron

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.