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França

Mulheres são vítimas de assédio sexual e agressões no norte de Paris

media Mulheres são vítimas de comentários sexistas e agressões no norte de Paris Reuters

No bairro La Chapelle-Pajol, no 18° distrito de Paris (norte), onde há uma grande quantidade de migrantes, as mulheres não poderiam mais sair sozinhas sem ouvir comentários machistas, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (19) no jornal francês Le Parisien.

A publicação ouviu diversas mulheres, que relataram insultos, obscenidades e até agressões nos últimos meses. Por outro lado, uma moradora afirmou que nunca fui assediada e denunciou a concentração de miséria social no local.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, reagiu à reportagem com uma série de tweets. Ela afirmou que a secretaria municipal de Segurança "identificou o problema há várias semanas e está determinada a agir”.

"A curto prazo, vamos aumentar consideravelmente os controles policiais, durante todo o dia. A médio prazo, realizaremos ações de sensibilização e de prevenção", escreveu

O tema de discriminação contra as mulheres "será abordado em uma reunião”,  no dia 31 de maio, com o procurador da República, François Molins, e os prefeitos dos distritos de Paris.

"Nós estudaremos a possibilidade de criar um grupo local de tratamento da delinquência”, escreveu, para melhorar a coordenação dos serviços de polícia e Justiça. Segundo Hildago, “nossa vontade é clara: nos próximos dias, os resultados já devem ser visíveis”.

Segundo uma declaração da secretaria de segurança ao Le Parisien, "10 operações especiais aconteceram semanalmente desde janeiro com a evacuação de 27 mil pessoas e a detenção de 1.161”. “Esse esforço continuará com a mais forte determinação e será focado prioritariamente no setor de Pajol para acabar com os atos de discriminação inadmissíveis contra as mulheres.”

A presidente da região Ile-de-France, onde fica Paris, Valérie Pécresse, foi ao bairro nesta sexta-feira, com as conselheiras Babette de Rozières e Marie-Pierre Badre. Ela anunciou que confiou a Badre, responsável pelas questões de gênero, “uma missão sobre o lugar da mulher no espaço público contra a segregação”.

 

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