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França

Jornada contra homofobia: na França, tema ainda é tabu no trabalho

media Boa parte dos homossexuais ainda se escondem no trabalho © AFP

Dia 17 de maio é o dia mundial da luta contra a homofobia e a transfobia. Mesmo em pleno século 21, boa parte dos homossexuais escondem sua orientação no trabalho, como mostra uma pesquisa publicada pelo The Boston Consulting Group com estudantes e jovens profissionais na França, Reino Unido e Alemanha.

Das 1.636 pessoas entrevistadas na França, 13% delas confessaram que ainda mentem sobre o parceiro ou simplesmente se declaram solteiras. O índice subiu 2% em relação a 2015. No Reino Unido e na Alemanha, apenas 4% adotam essa atitude. Revelar sua opção sexual na empresa é visto como um ato mais arriscado em  em 2017 do que em 2015. Essa é a opinião de 30% dos entrevistados.

O co-autor da pesquisa e representante da rede LGBT na Europa, Thomas Delanot, estima que, apesar dos resultados, há uma dinâmica positiva na França, embora 20% dos entrevistados não se sintam à vontade para falar do assunto no trabalho. Ele são apenas 17% no Reino Unido e 18% na Alemanha.

Escolha da profissão

O setor de atividade da empresa é um fator importante na escolha profissional dos jovens. Na França, a indústria do luxo, o serviço público e a cultura são as áreas onde os homossexuais se sentem mais à vontade para falar de sua vida pessoal.

No mundo das finanças, apenas 35% revelam sua escolha. Antoine, que participou da pesquisa, guarda uma péssima lembrança da época de seu estágio de contabilidade, quando a lei que autoriza o casamento gay foi votada na França, em 2013. O país foi invadido por passeatas conservadoras contrárias ao projeto da então ministra da Justiça, Christiane Taubira.  “As pessoas soltaram o verbo. Ouvi muitos insultos”, conta.

Guia para se proteger

Um guia para se proteger da discriminação de homossexuais no trabalho também será publicado nesta quarta-feira (17) pelo Defensor dos Direitos francês, Jacques Toubon. A autoridade foi criada para garantir a igualdade de direitos entre os cidadãos.

Segundo ele, apenas 39% das vítimas oficializam as discriminações e o guia tem por objetivo ajudá-las a denunciar certas práticas implícitas ou explícitas – que dificultam, por exemplo, o acesso ao emprego. De acordo com ele, poucas pessoas são abertamente homofóbicas, o que dificulta as reações.

 

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