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França

Para Le Figaro, direita deveria apoiar Macron

media O novo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe. REUTERS/Christophe Archambault/Pool TPX IMAGES OF THE DAY

A imprensa francesa analisa nesta terça-feira (16) a nomeação do primeiro-ministro conservador Édouard Philippe, do partido Os Republicanos (LR), para ajudar o presidente Emmanuel Macron a enfrentar o primeiro desafio de seu mandato: formar uma força de centro no Parlamento francês, nas eleições de 11 e 18 de junho. Para o jornal Le Figaro, Macron colocou a direita contra a parede. 

Macron precisa conquistar uma maioria parlamentar nas legislativas de junho, se quiser levar adiante o programa de reformas prometido na campanha. Tanto na nomeação de seu chefe de governo quanto na escolha dos ministros, Macron busca rachar a direita e a esquerda, atraindo para o centro políticos reformistas dos partidos tradicionais.

Uma ala moderada de integrantes da sigla LR quer apoiar Macron desde o início do governo, enquanto outra ala, mais conservadora e ligada ao ex-presidente Nicolas Sarkozy, está determinada a defender uma posição de força. Os recalcitrantes querem aguardar o resultado da votação do partido de Macron, A República em Marcha (REM), para se definir. O risco, nesse caso, é que aconteça uma debandada de políticos do LR para o REM nos próximos dias. Outra possibilidade que não está descartada é Macron ficar sem maioria e dependente de alianças oportunistas a cada votação de reforma.  

Em seu editorial, Le Figaro estima que o partido conservador deveria apoiar Macron para mostrar que entendeu o recado enviado pelos franceses nas urnas.

O jornal de esquerda Libération resume a linha de campanha de Macron para as legislativas: reunir em torno dele políticos de bom-senso provenientes da esquerda e da direita, enfraquecendo os extremos. Para o Libération, Édouard Philippe, o novo premiê, é um homem de direita "aberto" e pode atrair eleitores de centro-direita na votação de junho.

La Croix, jornal católico, nota que o primeiro-ministro era, até pouco tempo atrás, um defensor do candidato derrotado François Fillon. Em várias ocasiões, Philippe criticou Macron durante a campanha. Mas a recomposição da paisagem política francesa está em curso, diz La Croix, e o que se desenha no horizonte é a criação de uma grande força de centro-direita e centro-esquerda em apoio ao governo reformista de Emmanuel Macron.

Le Monde destaca a primeira entrevista concedida pelo primeiro-ministro, ontem à noite ao canal de TV TF1. Philippe disse que o governo será constituído por personalidades competentes, capazes de agir acima da lógica partidária atualmente em processo de extinção.

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