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França

Imprensa francesa se mostra otimista com chegada de Macron à presidência

media Capas dos jornais franceses nesta segunda-feira, dia 15 de maio. Reprodução

O assunto dos principais jornais franceses nesta segunda-feira (15) não poderia ser outro: o primeiro dia de governo do novo presidente da França, Emmanuel Macron. O clima de otimismo com a chegada ao Eliseu do líder do partido República em Marcha é de otimismo e esperança.

"Boa sorte", diz a chamada de capa do jornal Libération. O diário progressista estampa uma foto em que Hollande acena a Macron, ao deixar o Palácio do Eliseu, ontem, no final da cerimônia de posse.

Para Libé, o novo chefe de Estado "não se esconde" ao assumir seu comportamento "às vezes ambíguo, mas moderno", o que "faz parte de seu charme". Embora se descreva como uma continuidade dos últimos governos, sua postura se diferencia dos dois últimos presidentes, escreve em editorial o jornalista do Libération, Grégoire Biseaux.

"Nicolas Sarkozy tentou modernizar. François Hollande tentou dessacralizar a presidência, evocando um clima 'normal' e mais próximo do povo francês. Mas os dois fracrassaram", ressalta o jornal progressista. Para o editorialista, Macron assume a presidência consciente de suas funções, formalidades e complexidades: "Ele acredita na verticalidade do poder, assume sua dimensão militar e autoritária. Enfim, ele quer ser, como muitas vezes disse, 'um presidente que preside'", sublinha o jornal.

Nomeação do primeiro-ministro

A manchete "Os Desafios do Presidente Macron" estampa a capa do diário Le Figaro. O diário lembra que o chefe de Estado começa a semana cheio de compromissos, nomeando o primeiro-ministro e, depois, se encontrando com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim.

Para apimentar a estreia de Macron no Eliseu, Le Figaro enumera os principais desafios que o centrista terá pela frente nos próximos meses: o reforço da União Europeia e do euro, a revisão da polêmica reforma do Código do Trabalho, aprovada pelo governo de François Hollande, o déficit das finanças públicas, a redução do número de alunos do ensino fundamental nas salas de aula das zonas mais pobres do país, a superpolulação carcerária... a lista é longa, mas o diário conservador se mostra otimista com a chegada do novo presidente ao poder. "Desejamos que ele tenha sucesso", diz Le Figaro em editorial.

"Agora é preciso entrar em marcha", diz a manchete do Aujourd'hui en France, fazendo alusão ao partido do novo presidente, República em Marcha. O tom do jornal é de confiança no novo líder francês. "Algo acontece na França, como o fim de um período glacial, uma espécie de 'descongelamento político' que faz os franceses, tradicionalmente pessimistas, acreditarem que tudo é possível na chegada ao Eliseu de um presidente de 39 anos", diz o Aujourd'hui en France em editorial.

A jovem figura de Macron, que prometeu muitas mudanças e quebrar paradigmas, é visto pelo Aujourd'hui en France como o herdeiro solene e descomplexado da república. "Essa maneira de saudar os antigos presidentes, de escutar com intensidade a Marselhesa e de homenagear os soldados feridos é algo de arrepiar a alma", escreve o editorialista Jean-Marie Montali, sobre o comportamento de Macron durante a cerimônia de posse. Mas jornalista lembra que "é preciso ir além disso" e que o líder tem um longo caminho pela frente se realmente quiser "reformar a França", como tanto prometeu durante a campanha.

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