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França

Conheça a história de Emmanuel Macron, o mais jovem presidente da França

media Emmanuel Macron era desconhecido do grande público até 2014

 Os franceses escolheram neste domingo (7) Emmanuel Macron para dirigir o país nos próximos cinco anos. O ex-ministro da Economia se torna, aos 39 anos, o mais jovem presidente da história da França.

Emmanuel Macron nasceu em 1977 em Amiens (norte da França), em uma família de classe média. Ele se graduou com louvor no prestigioso liceu parisiense Henry IV e, depois, fez mestrado em Filosofia. Nos anos universitários, trabalhou como assistente editorial do renomado filósofo francês Paul Ricoeur, ajudando-o a publicar seu último livro.

Em sua época de estudante já era "brilhante e carismático", "um bom orador", segundo o deputado de direita Julien Aubert, um de seus colegas.

Aos 16 anos, esse fã de teatro e de literatura se apaixonou perdidamente por sua professora de francês, Brigitte Trogneux, com 20 anos a mais do que ele, uma história de amor atípica que conquistou a imprensa. Ela era casada e tinha três filhos, mas se divorciou e eles se casaram em 2007. Isso não impediu o surgimento de boatos sobre a suposta homossexualidade do candidato, que ele mesmo desmentiu com bom humor.

Carreira meteórica

Há três anos, o ex-banqueiro Emmanuel Macron, que nunca havia disputado nenhum cargo eletivo, era praticamente um desconhecido. Seu nome só se tornou público ao ser nomeado, em 2014, ministro da Economia do presidente socialista François Hollande.

Quando ainda era responsável pelas contas do país, Macron lançou o movimento político Em Marcha! (cuja sigla remete às iniciais do seu nome), já sinalizando sua insatisfação com o Partido Socialista. Em 2017, ele se recusou a participar das prévias do PS, lançando-se finalmente como candidato independente.

A França não pode responder aos desafios do século 21 "com os mesmos homens e com as mesmas ideias", disse o então candidato em novembro passado, quando lançou sua candidatura. O ex-ministro se apresenta como uma alternativa aos políticos que governam o país há décadas.

Macron diz não ser de direita nem de esquerda. Ele defende ideias liberais que irritam seus pares socialistas e questiona os fundamentos de uma esquerda francesa ainda influenciada por uma visão marxista da economia, que vê com receio o mundo empresarial. Inspirado no modelo escandinavo, seu discurso seduziu sobretudo os jovens dos centros urbanos e do mundo dos negócios, em um país no qual a maioria da população já não confia nos partidos tradicionais.

Formado nas escolas da elite francesas

Embora se apresente como um líder antissistema, seus críticos afirmam que ele é, justamente, um puro produto do sistema. Formado na Escola Nacional de Administração (ENA), berço da elite política e intelectual francesa, começou sua carreira meteórica como inspetor de Finanças antes de aterrissar no banco Rothschild. Lá, subiu rapidamente até ser nomeado sócio-gestor. Durante seus anos como banqueiro, ganhou cerca de € 2,4 milhões.

Macron deixou o setor privado em 2012 para se tornar um dos assessores econômicos de Hollande, antes de dar o grande salto para o Ministério da Economia. Foi nesses anos que começou a cultivar sua ambição.

"Vi de dentro a vacuidade do nosso sistema político", descreveu ele, ao falar de sua experiência nas altas esferas do poder. Durante sua passagem pelo governo, Macron lançou uma reforma polêmica para liberalizar a economia, que pôs fim às travas para a abertura de lojas aos domingos e abriu a concorrência em vários setores, como o de ônibus.

Sua curta carreira foi marcada por algumas declarações infelizes, como quando afirmou que a vida dos empresários é, "com frequência, mais dura do que a de um empregado", ou quando declarou que "muitos" trabalhadores ficaram sem emprego pelo fechamento de uma fábrica na Bretanha porque eram "analfabetos".

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