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França

Imprensa francesa toma partido contra Marine Le Pen

media Os jornais desta terça-feira (02) tomam partido contra a candidata da extrema-direita ao segundo turno da presidencial francesa, Marine Le Pen.

Os jornais desta terça-feira (2) tomam partido contra a candidata da extrema-direita ao segundo turno da presidencial francesa, Marine Le Pen. A possibilidade dela subir nas pesquisas e até derrotar Emmanuel Macron, do movimento independente Em Marcha, preocupa a imprensa do país.

Libération faz hoje uma edição especial de 16 páginas contra Marine Le Pen que traz um grande "Não" como título. "É preciso sacudir a vigilância. A gente tem o mau hábito de se acostumar a tudo", critica o editorial do jornal progressista.

A hesitação da esquerda radical pelo voto republicano em Macron e a pequena mobilização nas ruas contra a chegada do partido de extrema-direita indicaria, na análise do diário, que "a ameaça não é mais a mesma que em 2002", quando Jean Marie Le Pen, o pai de Marine, chegou ao segundo turno da presidencial, provocando a indignação de quase todo o país. "É como se a Frente Nacional fosse menos perigosa ao se aproximar do poder", lamenta Libération. Não, o partido extremista, populista, nacionalista e antissemita continua o mesmo, alerta o editorial.

Grandes executivos contra Le Pen

Les Echos ecoa o sinal de alarme dos empresários franceses contra o projeto da Frente Nacional. Essa tomada de posição é rara no país e manifestaram sua preocupação os dirigentes das maiores empresas francesas, como Veolia, Michelin, Bouygues ou Atos.

Os executivos consideram as promessas de Marine Le Pen perigosas. A medida mais criticada é o abandono do euro, a moeda única europeia, ponto central do programa econômico da candidata da extrema-direita. Eles ameaçam nas páginas do jornal econômico fechar suas empresas e mudar de país, se Marine Le Pen for eleita em 7 de maio.

"França está rachada"

"A França está rachada", afirma a manchete do Aujourd'hui en France. O racha ficou ainda mais evidente na comemoração do primeiro de maio. Os desfiles dos trabalhadores foram caóticos.

Os comícios dos dois candidatos realizados na segunda-feira (1) foram marcados por demonstrações de força. Marine Le Pen atacou Emannuel Macron que ela chamou de "o festeiro do restaurante La Rotonde", numa referência à comemoração em clima de vitória que o adversário do movimento Em Marcha fez após o primeiro turno e que chocou uma parcela dos eleitores.

Macron acusou a Frente Nacional de Le Pen de "partido anti-França". Conclusão: "a festa do trabalho deste ano deu a imagem de um país dilacerado e sob tensão". O diário lamenta que 28 meses após o atentado contra a redaçéao do jornal satírico Charlie Hebdo, a grande comunhão que levou 4,5 milhões de franceses às ruas não existe mais. O terrorismo do grupo Estado Islâmico, o desemprego em massa e a polêmica reforma da lei do trabalho jogaram os franceses uns contra os outros, apagando as referências morais e políticas, explica Aujourd'hui en France.

Macron continua favorito

Apesar da divisão do país, o líder do movimento independente Em Marcha continua o favorito, destaca Le Figaro. Pesquisa publicada pelo jornal aponta que Emmanuel Macron tem 59% dos votos, contra 41% para Marine Le Pen. No entanto, no final de uma semana tensa de campanha pelo segundo turno, a diferença entre os dois diminuiu de dois pontos, ressalta o jornal conservador que já pensa nos desafios pós-segundo turno.

A longa e caótica campanha presidencial desviou o país do essencial, analisa o editorial. A França é o país da Europa onde as reformas são mais urgentes. Le Figaro dá crédito a Macron para realizá-las, mas aconselha o ex-ministro de Economia de François Hollande a ter "um mínimo de socialistas em sua maioria para garantir sua liberdade de ação".

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