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"Candidatos antissistema representam maioria do povo francês, que é independente e rebelde", diz analista

 
O cientista político Stéphane Witkowski RFI

O ataque terrorista na avenida Champs-Elysées que deixou um policial morto levou o tema terrorismo islâmico ao centro da campanha eleitoral francesa há três dias da votação no primeiro turno. Há um consenso na França de que esse tipo de violência favorece partidos de direita e de extrema-direita, constata o cientista político Stéphane Witkowski, atual presidente do Conselho de Orientação Estratégica do Instituto de Altos Estudos da América Latina.

“Esses acontecimentos podem ter consequências políticas de última hora. Os franceses podem decidir no último momento votar em um candidato que esteja em situação de responder a esse tipo de desafio para o país”, disse Witkowski à Rádio França Internacional.

O atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico provocou comoção no país e uma reviravolta na campanha, com muitos candidatos decidindo suspender os últimos compromissos nesta sexta-feira, último dia oficial da campanha.

“É difícil ter uma relação direta entre esse evento com um ou outro candidato. Mas, de maneira geral, vimos que isso favorece mais, tradicionalmente, os partidos de direita ou, em certos casos, a extrema-direita”, avalia. O especialista lembra que, na eleição de 2002, um caso de violência envolvendo uma pessoa idosa, que teve sua casa queimada a poucos dias do pleito, interferiu na dinâmica eleitoral em favor do então candidato da extrema-direita, Jean-Marie Le Pen, que passou ao segundo turno.

“As imagens na televisão francesa talvez tiveram uma consequência no surpreendente resultado de Jean-Marie Le Pen”, disse. No entanto, ele ressalta que outros motivos, como a divisão dos partidos de esquerda, também possam ter influenciado no resultado da eleição, vencida por Jacques Chirac no segundo turno.

O ataque na avenida Champs-Elysées, assim como a intervenção da polícia no início da semana, que prendeu em Marselha dois suspeitos de planejar atentados até o dia da votação, podem levar muitos eleitores indecisos ou que pretendem se abster a decidir por um voto nos partidos mais conservadores.

“Não se pode descartar a influência desse tipo de evento sobre o eleitorado. Há um certo consenso na França em torno desses temas”, diz, referindo-se ao fato de casos relacionados ao terrorismo não favorecerem partidos de esquerdas.

Eleitores franceses são "rebeldes"

Para o cientista político, essa campanha já ficará na história por ter transformado o equilíbrio de forças na França. Antes, eram dois candidatos da direita e dois da esquerda que tinham chances.

“Hoje, três dos quatros candidatos com possibilidade de chegar ao segundo turno são antissistema”, diz, ao se referir aos líderes das sondagens Emmanuel Macron, do movimento Em Marcha, e de Marine Le Pen, da Frente Nacional, além de Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, que aparece em quarto nas sondagens, empatado tecnicamente com François Fillon, da direita.

“Eles são candidatos contra o sistema em geral, da política, da economia e até da grande imprensa. Eles representam a grande maioria do povo francês, que é independente e rebelde. É muito difícil ditar ao povo francês o que ele deve fazer na última hora. Por isso, tudo é possível”, afirma. “Os candidatos que a mídia aponta como favoritos podem não ser eleitos. Vai ter surpresas neste domingo”, insiste.

“Jogo muito aberto”

Witkowski também não desvincula os resultados da eleição presidencial com os das eleições legislativas, previstas para junho. “O presidente eleito vai precisar de uma maioria para governar. Esse será um problema para vários candidatos, como é o caso de Marine Le Pen e de Emmanuel Macron, que tem 39 anos, é líder do movimento Em Marcha, que é totalmente desconhecido para boa parte da população”, justifica. “No caso de Mélenchon é diferente. Ele propõe um novo regime político, a VI República, coisa totalmente inédita. Ele fez uma boa campanha”, avaliou.

Sobre François Fillon, do partido Os Republicanos, sua posição difere dos cenários dos “outsiders”. “Por um lado ele representa o perfil de uma direita tradicional, clássica. Por outro, tem um lado independente, com uma vontade de ser também antissistema. Ele se mostra independente sobre vários temas, inclusive sobre temas internacionais”, estima. “O jogo está muito aberto”, insiste o cientista político.

 

 

 

 

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