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França

"Não apoio nenhuma ditadura", diz candidato francês da esquerda radical sobre Venezuela

media O candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, em entrevista na BFMTV/RMC nesta quinta-feira (20). Reprodução/BFMTV

O candidato da esquerda radical à presidência da França, Jean-Luc Mélenchon, aumentou o tom da voz nesta quinta-feira (20), ao ser questionado sobre seu apoio à Venezuela. Desde o início da campanha eleitoral, a questão persegue o líder do movimento França Insubmissa, que já elogiou o governo do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

"Chega dessa dúvida que vocês querem impor sobre mim", declarou Mélenchon em entrevista à rede BFMTV/RMC. O candidato da esquerda radical não hesitou em demonstrar sua irritação, mas resistiu, mais uma vez em dar uma resposta clara sobre a questão.

"Por que vocês não me perguntam sobre o Bahrein? Sobre o Iêmen?", rebateu. "Expliquem por que você e seus colegas passam seu tempo, em todos os países, a questionar homens como eu, da minha família política, sobre Venezuela e Cuba?" reiterou, sublinhando: "Não apoio nenhuma ditadura, em nenhum lugar do mundo apoiei um ditador".

Em seguida, Mélenchon explicou que, "há algum tempo", se interessou à forma como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez colocou em prática "um governo que dividia o dinheiro do petróleo com o povo e com os pobres (...) tirando milhões de pessoas da pobreza". "Mas Hugo Chávez está morto. Fidel Castro está morto", declarou, sugerindo o fim de seu apoio à Venezuela e à Cuba.

Comparando as manifestações na Venezuela aos protestos contra a reforma do código do trabalho na França, Mélenchon se recusou a pedir a renúncia de Maduro, estimando que a questão diz respeito ao povo venezuelano. "Quando a mobilização contra a legislação trabalhista  aconteceu na França, você ouviu outros presidentes dizendo que Hollande deveria renunciar?", perguntou ao entrevistador.

Sobre a morte de jovens nas manifestações contra Maduro, o candidato da esquerda radical rebateu: "é abominável". "Condeno todas as violências de Estado, sejam elas na Venezuela, em Barhein ou qualquer outro lugar", enfatizou.

Além disso, Mélenchon também pediu a libertação de dois repórteres franceses da agência Capa presos na Venezuela. "Peço ao governo venezuelano a libertação de dois jornalistas, hoje na prisão, sob o pretexto de posse de drogas, o que não acredito que tenha acontecido. "Pediram-me que eu fizesse essa intervenção e eu a faço solenemente", concluiu.

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