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França

Ameaça terrorista provoca reforço na segurança dos candidatos na França

media Policiais isolam apartamento que era alugado pelos dois suspeitos em Marselha (sul). Boris Horvat/AFP

Os jornais desta quarta-feira (19) avaliam a ameaça terrorista que irrompeu na campanha presidencial francesa, a poucos dias do primeiro turno, no próximo domingo (23). A polícia prendeu ontem em Marselha dois franceses, Clément Baur e Mahiedine Merabet, que planejavam um ataque iminente contra um ou mais candidatos ao Palácio do Eliseu.

No apartamento que os suspeitos alugavam em Marselha (sul), sob identidades falsas, os policiais encontraram três quilos de um explosivo artesanal do tipo TATP, armas e uma bandeira do grupo Estado Islâmico (EI), segundo o procurador-geral François Molins.

Os dois homens, de 22 e 29 anos, eram vigiados há vários dias por centenas de agentes dos serviços de inteligência, relata o jornal Aujourd'hui en France. A polícia francesa teve a certeza de que tinha chegado a hora de fechar o cerco aos suspeitos quando interceptou, com o apoio de agentes britânicos, um vídeo datado de 12 de abril em que eles juram lealdade ao grupo Estado Islâmico, explica o jornal.

O histórico de radicalização islâmica dos delinquentes era conhecido das autoridades: o mais velho, Mahiedine, foi alvo de doze condenações judiciais, enquanto o mais jovem, Clément, tem uma ficha judicial menos carregada, mas se converteu ao islamismo ainda adolescente, quando fez amizades com chechenos que moram em Nice (sul). Os dois suspeitos, que estavam inscritos no cadastro "S" de pessoas radicalizadas, se conheceram quando foram companheiros de cela na prisão.

Fillon: alvo dos jihadistas por múltiplas razões

O atentado abortado provocou o reforço da segurança dos candidatos. O ex-primeiro-ministro François Fillon, que disputa a eleição pelo partido de direita Os Republicanos, era o alvo da ação, conforme confirmou a polícia. Um exemplar do jornal Le Monde, com a imagem de Fillon na capa, foi encontrado no apartamento alugado pelos suspeitos. O ex-premiê, que já contava com seis seguranças, passou a ser protegido por 12 agentes. Mesmo assim, ele disse que o tema do terrorismo não deve parasitar a campanha nessa reta final. 

Le Figaro aponta as razões que fazem do ex-premiê um alvo privilegiado. "Nesta campanha, Fillon é o candidato mais odiado pelos jihadistas porque emprega um discurso radicalmente antissunita", a corrente religiosa do islamismo deturpada pelos extremistas do grupo Estado Islâmico. Analistas também observam que ele é apoiado pour um movimento extremista católico francês, defende a minoria cristã no Oriente Médio e não desaprova a participação do Hezbollah, a milícia xiita libanesa, no combate ao grupo ultrarradical sunita na Síria. Por essas razões, Fillon é mais execrado pelos jihadistas do que Marine Le Pen, da extrema-direita, que propaga um discurso de estigmatização de imigrantes e muçulmanos, comparando-os frequentemente a fundamentalistas islâmicos. 

"Para os inimigos da democracia e da civilização ocidental, realizar um ataque num contexto eleitoral é um objetivo maior", observa o Le Figaro em seu editorial. "Nosso país, por seu passado colonial e seu apreço pela laicidade, é a encarnação do mal para os movimentos jihadistas do Oriente Médio e da África", enfatiza o texto. Na opinião do diário de tendência conservadora, esse projeto de atentado deve colocar o combate ao terrorismo no centro da campanha, principalmente porque o tema não recebeu, na avaliação do jornal, a atenção que merecia até o momento.

O jornal liberal Les Echos nota que tanto Fillon quanto Emmanuel Macron, o candidato do centro, adotaram uma postura de não ceder à ameaça terrorista. Já Marine Le Pen instrumentaliza essa ameaça para reforçar seu discurso de discriminação aos muçulmanos e imigrantes. A candidata populista chegou a afirmar que os atentados dos últimos dois anos não teriam acontecido se ela estivesse no poder. O que fez Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, assinalar: "esta aí não tem o menor pudor".

O governo francês anunciou que 50 mil militares e policiais serão mobilizados no domingo para proteger as 67 mil seções eleitorais francesas no primeiro turno da eleição presidencial.

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