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França

Candidatos tentam convencer indecisos na última semana de campanha na França

media Os candidatos Marine Le Pen, François Fillon, Emmanuel Macron, Jean-Luc Mélenchon e Benoît Hamon na reta final da eleição presidencial francesa.

A uma semana do primeiro turno da eleição presidencial na França, a distância que separa os quatro principais candidatos diminui. Os concorrentes tentam seduzir em comícios gigantescos um número recorde de indecisos, que podem mudar o resultado final do primeiro turno do pleito no próximo domingo (23).

Algumas pesquisas de opinião revelam que mais de um quarto dos franceses ainda não escolheram seu candidato. Além disso, um terço dos eleitores hesita não apenas sobre o nome de seu favorito como também sobre o próprio voto, aumentando o medo de altos índices de abstenção em um país onde votar não é obrigatório.

Diante dessa incógnita, os candidatos multiplicam seus esforços nesta última semana de campanha para seduzir os eleitores. Nesta segunda-feira (17) Paris foi palco de comícios dos favoritos: o centrista Emmanuel Macron e a líder da extrema-direita, Marine Le Pen. Já o ex-primeiro-ministro François Fillon escolheu o sul da França, enquanto Jean-Luc Mélenchon organizou um evento itinerante em um barco, percorrendo parte do rio Sena.

Fãs fazem declarações de amor durante comício

Macron, que lidera as pesquisas de opinião, lotou o ginásio de Bercy, no maior comício de sua campanha. “Domingo nós vamos ganhar e vai ser um novo começo para a França”, lançou o ex-ministro da Economia diante de um público de 20 mil pessoas, segundo os organizadores. Em um evento com ares de show de rock, o candidato de 39 anos chegou a ser interrompido por uma fã que, durante uma pausa no discurso, gritou um eufórico “Je t’aime monsieur Macron!” (eu te amo senhor Macron).

Marine Le Pen adotou nessa reta final um discurso abertamente contrário aos imigrantes, retomando a retórica xenófoba do partido Frente Nacional. “Devolva-nos a França”, gritou a candidata da extrema-direita, que pediu uma “moratória sobre a imigração legal”. A candidata continua sua campanha nesta terça-feira (18) em Marselha, cidade conhecida por sua mestiçagem, e onde pode encontrar um público bem mais hostil.

Ainda do lado direito do espectro político, o ex-primeiro-ministro François Fillon continua crente em sua vitória, mesmo se desde as acusações de criação de supostos empregos-fantasma para seus familiares sua estratégia baseada na experiência de quem já dirigiu um governo foi estremecida. “A campanha foi difícil. Meus rivais de todos os lados queriam apenas uma coisa: me abater invés de debater”, disse o ex-premiê durante o comício de Nice, no sul da França. “Mais eu surpreendi a todos durante as primárias (do partido Os Republicanos) e nós vamos surpreende-los mais uma vez eleição presidencial”, prometeu Fillon, que passou o fim de semana de Páscoa fazendo campanha junto aos católicos, um eleitorado cativo do candidato conservador.

Campanha alternativa, com comício em barco e hologramas

Jean-Luc Mélenchon, que despontou nas pesquisas de opinião na semana passada e chegou a aparecer como terceiro colocado, com chances de ir até o segundo turno, percorreu o leste da capital a bordo de uma embarcação batizada de “barcaça rebelde”. O candidato da esquerda radical vem inovando com seus eventos alternativos. Nesta terça-feira (18), Mélenchon deve chamar novamente a atenção com um comício no qual ele aparecerá, graças a um holograma, simultaneamente em Dijon (leste), e em seis outras cidades francesas.

Enquanto isso, o candidato do Partido Socialista, Benoît Hamon, foi aos poucos ofuscado pelos demais. Mesmo assim, o representante da esquerda promete um comício “festivo” nesta quarta-feira (19) na praça da République, no centro de Paris, depois de um evento em Toulouse (sudoeste), na terça-feira (18).

François Hollande se posiciona

A menos de uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais na França, o presidente François Hollande multiplica as advertências contra o risco de um duelo final entre a extrema-direita de Marine Le Pen, e a esquerda radical, de Jean-Luc Mélenchon. Há dois meses, Hollande percorre o país lançando a mesma advertência: não cedam às tentações do populismo.

"Se nos fecharmos, se tivermos menos intercâmbios com o mundo como alguns sugerem, se fabricarmos apenas para nosso mercado (...) não teremos saídas suficientes para nossos produtos", afirmou na sexta-feira passada (14), em Besançon (centro-este), referindo-se aos programas protecionistas de Le Pen e Mélenchon.

Discreto desde que renunciou em dezembro a disputar a reeleição, motivado por uma impopularidade recorde, o presidente se manteve em um primeiro momento à margem da campanha presidencial. Mas, diante das pesquisas que anunciam que tanto Le Pen quanto Mélenchon têm chances de passar para o segundo turno de 7 de maio, o chefe de Estado resolveu sair de seu silêncio.

"Um partido não chega ao poder sem que os cidadãos o tenham escolhido democraticamente (...) E se o chefe de Estado não advertir, também será responsável pela chegada ao poder de um partido de extrema-direita na França", assinalou o presidente em uma entrevista divulgada no domingo (16).

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