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França

Mélenchon provoca pânico nos rivais e no sistema financeiro, diz imprensa francesa

media Jean-Luc Mélenchon, candidato do movimento A França Insubmissa durante um comício em Lille, no dia 12 de abril de 2017. REUTERS/Pascal Rossignol

A dez dias do primeiro turno da eleição presidencial francesa, os jornais dedicam suas manchetes à corrida eleitoral e concentram suas análises e reportagens sobre o candidato que mais subiu nas pesquisas nos últimos dias: Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical.

O programa de Mélenchon leva pânico aos diferentes setores da economia, alerta em sua manchete o diário Le Parisien. Sua subida nas sondagens e a possibilidade concreta de passar ao segundo turno da eleição fazem o mercado financeiro tremer e até o presidente François Hollande reagiu, sugerindo que ele representa um "perigo" para a França.

O chefe de Estado havia prometido discrição durante a campanha e previa se manifestar apenas no segundo turno, mas diante do crescimento de Mélenchon, Hollande saiu de seu silêncio e, em entrevista exclusiva à revista semanal Le Point, atacou a candidatura do líder do movimento A França Insubmissa. Ele considera que existe um risco diante da simplificação e falsificações, de que seja mais observado o espetáculo do palco do que o conteúdo do texto. A referência de Hollande é ao reconhecido talento de orador de Mélénchon durante seus comícios.

O setor econômico não hesita em considerar a hipótese de Mélenchon aceder ao Palácio do Eliseu como um “cataclisma”, afirma a reportagem. Entrevistado pelo Le Parisien, um executivo-chefe de uma grande empresa empresa de consultoria e investimentos diz que o programa do candidato da esquerda radical traria instabilidade ao país.

Entre as medidas de Mélenchon que provocam arrepios para quem trabalha no sistema financeiro está a proposta de forte taxação e controle do fluxo de capitais por parte do Estado. Caso chegue ao poder, ele quer promover uma revisão de todos os tratados europeus, trocar o euro por uma outra moeda europeia, mas sem deixar claro exatamente o que propõe, argumenta o analista. Sua proposta de aumentar em 16% o salário mínimo no país vai afugentar investidores e frear contratações, diz outro especialista ouvido pelo Le Parisien.

Não repetir eleição de 2012

Libération dedica uma ampla reportagem para analisar a subida de Mélenchon e afirma que o candidato, que se encontra em terceiro na corrida com cerca de 17% das intenções de voto, atrai eleitores de todos os outros candidatos, da extrema-direita, ao centro e até do Partido Comunista. Ele não pretende repetir o desempenho da campanha passada, de 2012, quando cresceu nas últimas semanas do pleito, mas perdeu fôlego na reta final e terminou em quarto, com 11% dos votos.

Segundo Libération, sua equipe de campanha apreendeu com os erros anteriores e agora o candidato direciona seu discurso para todos os franceses, e não apenas para os de esquerda, como no passado. No começo, Mélenchon era alvo de ironias, mas agora, ele passou a ser o alvo de críticas de todos seus rivais, constata o jornal. A questão é saber se ele vai surfar nessa onda crescente até o final do primeiro turno ou se vai morrer na praia, afirma o diário.

Libération ouviu vários eleitores de diferentes perfis que explicaram por que vão deixar de se abster na votação ou mudaram de candidato para apoiar Mélénchon. Muitos argumentaram que ele foi o mais convincente nos debates na televisão e se deixaram seduzir por seu estilo sincero e suas propostas que o colocam como um candidato antissistema.
 

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