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França

Candidato da esquerda radical é destaque na reta final da eleição presidencial na França

media Comício do candidato da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, reuniu cerca de 70 mil franceses em Marselha neste domingo (9), no sul do país. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

"Mélenchon: até onde ele irá?", se pergunta em manchete de capa o jornal francês Aujourd'hui em France nesta segunda-feira. O candidato Jean-Luc Mélenchon, que se localiza à extrema-esquerda do panteão ideológico da política francesa é o destaque da reta final da campanha presidencial, tendo ultrapassado, nos últimos dias, segundo as pesquisas, o terceiro colocado, o candidato da direita François Fillon, em plena derrocada. 

O azarão Mélenchon segue firme na corrida presidencial e, segundo o jornal Aujourd'hui en France, o comício deste domingo (9) em Marselha, no sul da França, "confirmou a popularidade crescente do líder do movimento França Insubmissa". Mas o jornal também questiona se ela será suficiente para levá-lo ao segundo turno.

"Pitadas de Castro, Chávez e Robespierre"

"Mélenchon é um fenômeno, e isso se deve a seu talento, com pitadas de Castro, Chavez e Robespierre", publica o diário. "Ele é autenticamente de esquerda. Ele é o único, aliás, a encarnar verdadeiramente a esquerda nesta campanha. Mas se trata de uma esquerda radical e populista, mesmo com o discurso mais policiado, uma esquerda fechada nela mesma, que condena num grande pacote a "oligarquia", a Alemanha e a Europa, sobretudo", acredita Aujourd'hui en France.

Ainda segundo o jornal, Mélenchon soube tirar proveito da derrota de 2012, quando concorreu à presidência. "Ele apresenta uma imagem mais trabalhada, uma estratégia adaptada e um programa modernizado. A luta de classes se abre à luta contra as mudanças climáticas, o professor entrou no lugar do "comissário do povo"."

"O Mélénchon de 2017 se constrói sobre a honestidade e a proximidade com as pessas", afirma um analista político entrevistado pelo jornal, que acredita que, para Jean-Luc Mélenchon, o combate não termina no dia 7 de maio, com o fim da eleição presidencial francesa. "Pela primeira vez, começamos a acreditar", afirmam populares entrevistados por Aujourd'hui en France em Marselha, durante o comício do líder da França Insubmissa, que reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo o jornal.

Política externa "polêmica"

Le Figaro também analisa o fenômeno do candidato da extrema-esquerda com o título "Mélenchon deseja acreditar que sua hora chegou". O jornal abre a matéria citando a homenagem do candidato, no velho porto de Marselha, aos migrantes que morreram no Mediterrâneo. Para o jornal, ele ganha votos neste momento tanto no campo do socialista Benoît Hamon, quanto na direita tradicional. "A escolha de usar um ramo no bolso de seu terno não é inofensiva, no dia em que os cristãos celebram o Domingo de Ramos, a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Quem sabe Mélenchon não sonhe em ser recebido no Eliseu por uma multidão?", ironiza Le Figaro.

Já o diário econômico Les Echos desta segunda-feira critica o credo diplomático controverso de Mélenchon: "ele criticou Donald Trump nos ataques à Síria, classificando-o de louco racista e sexista que se tornou o cavaleiro branco de uma causa podre. Ele posa de guardião da paz com uma saída programada da Otan", analisa Les Echos.

"Ele retirou de seu programa a proposta polêmica de organizar uma conferência sobre as fronteiras da Europa", contemporiza, no entanto, o jornal. "Me disseram que atentei contra os princípios sagrados da intangibilidade das fronteiras europeias. Mas é justamente porque esta intangibilidade está sendo questionado que é preciso discutí-la", declarou Mélenchon, segundo Les Echos.

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