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França

Neonazistas franceses enfrentam julgamento por ataques racistas

media Membros do grupo neonazista White Wolves Klan no tribunal de Amiens nesta segunda-feira, 27 de março de 2017. AFP

O grupo White Wolves Klan (WWK) foi ouvido nesta segunda-feira (27) pelo tribunal de Amiens, no norte da França. Os integrantes da formação neonazista são acusados de ataques racistas.  

Os integrantes do autodenominado grupo neonazista francês White Wolves Klan foram acusados de terem realizado ataques violentos a um grupo rival em uma garagem, após o consumo de drogas e bebidas, além de terem espancado um membro suspeito de deslealdade. Um dos acusados não compareceu ao julgamento.

As vítimas do ataque, que aconteceu em 2012, foram chutadas, espancadas com uma corrente de moto e esfaqueadas em uma garagem decorada com bandeiras nazistas e retratos de Adolf Hitler. O local pertencia a Jérémy Mourain, na época o líder regional da Picardia (norte da França) do grupo Jeunesses Nationalistes Révolutionnaires (Juventudes Nacionalistas Revolucionárias, em tradução livre), e mais tarde líder do WWK.

No histórico do WWK constam uma série de ataques racistas a estrangeiros e ciganos. "Somos racistas, então é por isso que usamos bandeiras com suásticas", declarou um dos acusados ao tribunal. A corte deverá julgar também o caráter “paramilitar” do grupo, cujas práticas incluem ritos de iniciação, intimidação e humilhação. Em um violento ataque em 2014, Cédric F., um membro suspeito de deslealdade, foi despido e espancado com um taco de beisebol, principalmente na região dos testículos.

"Gangue de lobos altamente hierarquizada"

O White Wolves Klan foi fundado por um dos acusados, Serge Ayoub, de 57 anos, conhecido como Batskin. Ele é o líder de uma gangue skinhead de extrema-direita, o Troisième Voie (Terceira Via, em tradução livre), além do Jeunesses Nationalistes Révolutionnaires, que foi proibido pelo governo francês e extinto após o assassinato do ativista antifascista Clément Méric, em 2013.

"Não tenho nada a ver com o que aconteceu", declarou Ayoub no Tribunal de Amiens. "Eu já disse isso de novo e de novo [...] Eu não entendo o que estou fazendo aqui”, insistiu. A polícia de Amiens, no entanto, acredita que ele seja o “chefe de uma gangue de lobos altamente hierarquizada”. Os sete acusados de envolvimento nos ataques confessaram sua participação, mas Mourain se recusou a implicar o chefe do grupo, Ayoub.

"Ao contrário do Troisième Voie, o WWK se articula como o crime organizado, onde o intelecto dá lugar a violências gratuitas e linchamentos de grupos rivais ou de estrangeiros, como os que aconteceram entre 2012 e 2014”, afirmou uma fonte policial local.

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