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França

Presidenciáveis franceses vão a debate para tentar convencer indecisos

media Debate reúne candidatos franceses: Marine Le Pen, François Fillon, Emmanuel Macron, Jean-Luc Mélenchon e Benoït Hamon. DR

A um mês do primeiro turno das eleições francesas, nada é certo. Por enquanto, antes do debate inédito e crucial desta segunda-feira (20), entre os cinco principais candidatos, as pesquisas de opinião indicavam a xenófoba Marine Le Pen e o centrista Emmanuel Macron, como os mais cotados para chegar ao segundo turno.

“Serei o presidente que colocará a França num caminho que vai torná-la, em menos de dez anos, na primeira potência europeia”, declarou o candidato de direito, François Fillon, ao abrir o debate. O ex-primeiro-ministro perdeu a condição de favorito ao mergulhar em um escândalo de empregos fictícios que teriam beneficiado sua família.

Jean-Luc Mélenchon, da legenda de extrema-esquerda "França Insubmissa", declarou que será “o presidente ecologista que vai enfrentar os desafios atuais, climáticos e que pesam sobre o ecossistema”. Ele prometeu o fim do uso de energia nuclear para passar a “100% de energia renovável”, além do fim da “agricultura química”. Marine

Le Pen, do partido nacionalista Frente Nacional, começou reclamando da ausência de outros seis candidatos. Depois disse que seria “a candidata da República francesa de verdade” e que não aspirava a “administrar algo que se tornou uma vaga região da União Europeia e nem ser a vice-chanceler de Angela Merkel”.

O socialista Benoît Hamon questionou os eleitores : « Querem ser um povo belicoso ou fraterno ? », “Solidário com os mais humildes ou autoritário?”. E acrescentou que os eleitores seriam os responsáveis pelo perfil do próximo chefe de Estado. “Eu serei um presidente honesto e justo”, livre e independente em relação ao capital e aos lobbies”, afirmou.

Já Emmanuel Macron, ex-ministro da Economia do atual governo socialista, candidato independente do Movimento "Em Marcha", enumerou os desafios da França hoje: o terrorismo, a era digital e as mudanças climáticas. “O meu projeto é de mudança profunda, com novos rostos, novas atitudes, um projeto que confia no país, em sua energia”, pregou.

Temas polêmicos

Os cinco falaram em seguida sobre economia, educação e multiculturalismo. O tema da acolhida de imigrantes provocou troca de farpas entre o candidato Mélenchon, de esquerda, e Le Pen, de extrema-direita.

Os outros seis candidatos à presidência, mas com poucas chances de chegar ao segundo turno, foram excluídos do debate, o que provocou protestos.

Em um cenário mundial de grande incerteza, após o Brexit e a eleição de Donald Trump, analistas se mostram prudentes sobre o resultado da eleição, sobretudo por conta do grande número de eleitores indecisos, decepcionados com uma campanha marcada por escândalos.

Com uma participação prevista de 65% - muito reduzida para um primeiro turno - e 40% de eleitores indecisos, este debate será uma oportunidade para convencer os franceses que ainda não sabem em quem votar.

O primeiro turno da eleição francesa acontecerá em 23 de abril e o segundo turno está previsto para 7 de maio.

 

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