Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 24/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 24/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 24/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 24/11 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 24/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 24/11 08h30 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 19/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 19/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Homem que atacou militar no aeroporto de Orly era francês radicalizado

media Passageiros são evacuados do terminal sul de Orly, o segundo maior aeroporto da região parisiense. REUTERS/Benoit Tessier

O homem que foi morto neste sábado (18) depois de atacar militares no terminal internacional do aeroporto de Orly, na região parisiense, é um francês de 39 anos que era procurado pela polícia judiciária. Em 2015, ele foi identificado como "radicalizado", mas uma investigação administrativa não resultou em indiciamento.

No cadastro de antecedentes do agressor, há nove menções de infrações ao direito comum, entre elas roubo à mão armada e tráfico de drogas. A polícia deteve o pai e o irmão do agressor para interrogatório.

O ataque contra o grupo de três militares no aeroporto de Orly, incluindo uma mulher, aconteceu por volta de 8h30 no horário local, 4h30 pelo horário de Brasília. O agressor, segundo o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, atacou a mulher. Uma hora e meia mais cedo, o mesmo homem atirou contra policiais que faziam uma blitz em Garges-lès-Gonesse, ao norte da região metropolitana de Paris. Um policial ficou levemente ferido nessa ação.

Um passageiro que testemunhou a cena no terminal sul, e se identificou apenas como Dominique, de 58 anos, contou que o suspeito agarrou a militar pelo pescoço e apontou a arma que ela carregava contra os dois colegas de patrulha. O francês estava no aeroporto para viajar com a esposa para a República Dominicana. O casal presenciou a cena de um mezanino no primeiro andar.

Três mil passageiros e funcionários que se encontravam em Orly foram evacuados pela polícia, depois de ficarem confinados por alguns minutos. O tráfego aéreo foi interrompido nos dois terminais durante algumas horas. A ala oeste foi reaberta às 13h para pousos e decolagens; a aula sul às 15h.

Atentado não deixa feridos

O ataque não deixou feridos, segundo o Ministério do Interior. O presidente François Hollande cumprimentou os militares pela "coragem e eficácia". Assustados com o ocorrido, eles foram socorridos por uma equipe do resgate. 

Em um comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, Hollande afirma que a França "manterá a vigilância no nível mais elevado". O presidente reiterou "a determinação do Estado de lutar contra o terrorismo para defender a segurança dos franceses e do território". 

O atentado em Orly acontece um mês e meio depois de um egípcio de 29 anos atacar militares que patrulhavam a galeria comercial no Museu do Louvre. O suspeito, que entrou na França como turista, tentou ferir soldados com um machado, gritando "Deus é Grande", em árabe, antes de ser preso pela polícia. A expressão é ultilizada com frequência por jihadistas.

Segundo aeroporto da região parisiense

O terminal Orly-Sul, que acolhe 10 milhões de passageiros por ano, é especializado em voos internacionais. A ala conhecida como Orly-Oeste opera voos domésticos para a França e a Europa. Trinta e seis companhias aéreas utilizam o aeroporto, que é o segundo maior da região parisiense. Em 2016, os dois terminais registraram 31,3 milhões de passageiros.

Muitos brasileiros utilizam as companhias Iberia e TAP nesse aeroporto francês para voar até Madri e Lisboa, de onde partem conexões para o Brasil.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.