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França

Tiroteio levanta debate sobre segurança nas escolas francesas

media O jornal Aujourd'hui en France e Les Echos questionam a segurança nas escolas do país despois do tiroteio em escola secundária que deixou 14 feridos no sul da França. RFI

Um dia depois do tiroteio em uma escola na cidade de Grasse, no sudeste da França, os jornais franceses trazem um perfil do estudante acusado de ter atirado contra seus próprios colegas e o diretor da escola, e relançam o debate sobre a segurança nos estabelecimentos de ensino no país.

Le Parisien dedicou uma cobertura extensa sobre um fato considerado raro no país. As autoridades francesas temiam um ataque terrorista contra uma escola, mas foi um estudante de ensino médio, "frágil e fascinado por armas", o autor de um tiroteio no liceu Alexis-de-Tocqueville, escreveu o jornal.

Às 12h30, armado com uma carabina, dois revólveres e levando granadas na mochila, o jovem Killian, de 16 anos, entrou na escola e disparou contra um grupo de estudantes. Quatro pessoas ficaram feridas; três alunos e o diretor da escola, considerado um herói por ter evitado um verdadeiro massacre. Mesmo tendo levado um tiro, ele manteve a calma e conseguiu estabelecer um diálogo com o jovem atirador, que acabou se rendendo.

Le Parisien traçou o perfil de Killian, apresentado como um adolescente isolado, fascinado por imagens satânicas e massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, em 1999. A imagem em uma de suas contas em redes sociais mostra um herói de vídeo game que tem como objetivo matar civis, revelou o diário. Uma das amigas consideradas mais próximas de Killian afirmou desconhecer os motivos que teriam levado o adolescente a tanta violência.

Como pode entrar com armas em uma escola?

As investigações deverão também responder a uma questão, segundo Le Parisien: Como um aluno de 16 anos pode entrar na escola com armas de fogo e granadas?

Representantes de sindicados de professores ouvidos pelo jornal acreditam que só não houve mais vítimas porque foi desenvolvida uma “cultura para melhoria de segurança nas escolas” e medidas foram reforçadas desde os atentados terroristas na França, em 2015.

Segundo eles, alunos e funcionários tiveram bons reflexos de alertar a polícia por meio de telefones celulares e a intervenção foi rápida. O liceu já havia realizado dois exercícios de simulação de ataques, lembrou o diário.

Les Echos também comenta que um ato raro no país reacendeu o debate sobre a segurança nas escolas. O diário econômico lembrou que na quarta-feira (15), ou seja, no dia anterior ao tiroteio de Grasse, um relatório da Inspeção Geral afirmou que houve uma mobilização importante em relação às medidas adotadas nos dois últimos anos depois dos atentados. "No entanto, nenhum dos dispositivos existentes é adaptado para responder às ameaças terroristas", assinala o documento.

Falha no sistema de alerta a atentados

Les Echos lembra que esse relatório com críticas é o segundo publicado em um intervalo de apenas algumas semanas. Um primeiro documento, redigido pelo Observatório Nacional de segurança e acessibilidade dos estabelecimentos escolares (ONS, na sigla em francês), apontou uma grande falha no sistema de alerta a atentados.

A grande preocupação das escolas e outras instituições de ensino francesas é de uma invasão, mas a maioria delas, afirmou não ter um sinal de alerta específico, como é o caso dos alarmes de incêndio. Por isso, na eventualidade de uma invasão violenta para realizar um ataque, não há como acionar um sistema de alerta rapidamente, em questão de segundos, afirma o relatório.

O observatório insiste que cada estabelecimento de ensino deve dispor de um sistema próprio de alerta para ações visando um atentado. Mas, segundo Les Echos, a implantação de tal dispositivo depende das autoridades locais e muitas delas ainda não levaram adiante a recomendação por não ter dinheiro suficiente para fazer os investimentos exigidos.

Le Figaro também aponta um outro questionamento que veio à tona após esse tiroteio em Grasse: a banalização da circulação de armas de fogo na França, apesar de que no final de 2015, o governo adotou um plano para reforçar o controle de armas.

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