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França

“França não é o capacho da Europa”, diz Marine Le Pen à RFI

media Marine Le Pen durante entrevista concedida à RFI e ao canal de televisão France 24 RFI/France 24

A candidata da extrema-direira à eleição presidencial francesa Marine Le Pen expressou nesta terça-feira (14) seu apoio a Geert Wilders, que disputa as legislativas na Holanda nesta quarta-feira (15). Em entrevista conjunta à RFI e ao canal de televisão France 24, a líder da Frente Nacional (FN) também criticou o presidente turco e defendeu novamente o fechamento das fronteiras da França.

Na véspera da eleição legislativa na Holanda, que deve ser marcada pelo duelo entre o atual primeiro-ministro Mark Rutte, do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD), e Geert Wilders, do Partido para a Liberdade (PVV), a candidata à presidência francesa defendeu o extremista holandês. “Geert Wilders não é de extrema-direita. Ele é um patriota. Todos que se opõem à imigração em massa são acusados de populismo, de racismo, de xenofobia. Será que não é possível se opor à imigração sem ser insultado?”, disse Marine Le Pen.

Em meio às tensões diplomáticas recentes entre Turquia e Holanda, a candidata do FN aproveitou para criticar a posição do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que ameaçou rever o acordo assinado entre Ancara e Bruxelas para a conter o fluxo de refugiados que tentam entrar na União Europeia pela fronteira da Turquia. “Ele nos chantageia! Temos que nos submeter a Erdogan, suas exigências e caprichos, senão ele ameaça abrir as porteiras da imigração? Isso mostra que aqueles que tomaram a decisão de nos colocar entre as mãos do presidente turco cometeram um erro gravíssimo”, disse Marine Le Pen, fazendo referência direta à chanceler alemã.

Controle de fronteiras para evitar chantagem

“Angela Merkel considerou uma boa ideia ir negociar sobre a imigração com a Turquia, nas nossas costas, sem o acordo dos outros países europeus, e hoje está pagando o preço. Se nós controlássemos nossas fronteiras, não teríamos que ser submetidos a esse tipo de chantagem”, completou. Para ela, é preciso “colocar em vigor uma política de imigração dissuasiva, e devolver aos franceses a liberdade de escolher quem entra na França e quem fica no nosso país”.

Marine Le Pen estima que a Holanda fez bem em proibir a realização em seu território de manifestações com a presença de ministros turcos favoráveis ao referendo que amplia os poderes de Erdogan. “Potências estrangeiras não têm que ir fazer comícios eleitorais em outro país”, disse a francesa, lembrando que além da Holanda, Suíça e Alemanha também recusaram acolher os eventos para a comunidade turca. “A França foi o único país que aceitou isso. O meu problema é a soberania da França. Não somos o capacho da Europa”, declarou.

“Meu amigo Wilders”

Questionada se uma possível vitória do líder da extrema-direita holandesa poderia impulsionar sua campanha, a candidata francesa, que aparece na frente de várias pesquisas de opinião para o primeiro turno das eleições presidenciais, respondeu, em tom irônico: “Não preciso da vitória de meu amigo Geert Wilders”. Mas sublinhou novamente sua proximidade com as ideias do holandês. “Como a França, a Alemanha e a Bélgica, a Holanda também é vítima de uma imigração em massa e do fundamentalismo islâmico. O povo sente isso e constata que a União Europeia fracassou. Esse bloco representa hoje a falta de segurança territorial, migratória, física, econômica e social. Nós vamos parar com isso ou continuar até o desastre final?”, sentenciou, a candidata. 
 

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