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França

Direita francesa arma estratégia para evitar "suicídio coletivo", diz jornal Aujourd'hui en France

media Destaque para política francesa no jornal Aujourd'hui en France: "Plano J", uma referência a Alain Juppé que poderia substituir François Fillon como candidato da direita francesa à presidência. RFI

Com o título: “Eleição presidencial: Juppé se prepara”, o jornal francês Aujourd’hui en France traz matéria de capa sobre o plano B, ou melhor, o “plano J” do partido de direita Os Republicanos para substituir seu candidato oficial à presidência da França, François Fillon, desmoralizado pelos escândalos de empregos fantasmas e que "sofreu uma chuva de demissões e desistências do seu lado do campo", publica o jornal.

“Cada vez mais parlamentares de direita pedem a Alain Juppé de se lançar na campanha. Juppé, “atual prefeito da cidade de Bordeaux, poderia se declarar candidato de hoje até este domingo”, especula o Aujourd’hui en France.

Candidato derrotado nas primárias da direita em novembro do ano passado, Alain Juppé, figura histórica da direita francesa, poderia, segundo o periódico, se tornar o tal “plano J”. Segundo o Aujourd’hui en France, esse seria “um reflexo de sobrevivência para evitar um suicídio coletivo à direita”, além de dar uma oportunidade ao partido de não tomar “uma surra” inesperada durante o pleito presidencial, que acontece entre abril e maio de 2017.

“Um sobressalto dos Republicanos? ”, pergunta o jornal. “Uma tentativa de golpe?” “Sem dúvida”, responde Aujourd’hui en France, ressaltando que “a campanha de François Fillon naufraga e ele é cada vez mais o único a tentar tirar água do navio”. “Quase ninguém acredita seriamente que ele possa vencer”, escreve o diário, completando que “muitos gostariam de ver Alain Juppé retomar o comando de uma campanha à deriva”.

“Fim dos falsos pudores”, decreta Aujourd’hui en France. “Mas ele continua desinteressado, este aposentado da região de Gironde?”, provoca o jornal. “Depois do fim de novembro de 2016, ferido pela derrota nas primárias da direita, ele nem respondia aos SMS dos amigos mais próximos. No entanto, Juppé teria se reanimado nesta quarta-feira, após a controversa declaração do candidato oficial, François Fillon, de que continuaria na disputa mesmo se investigado pelo Judiciário, afirma o diário francês. “O celular do prefeito de Bordeaux não parou de tocar ontem”, escreve Aujourd’hui en France: “ele queria armar sua reação com os aliados para não parecer que organizava um golpe”, explica o jornal.

“O plano J decola em velocidade depois das demissões em massa de políticos ligados à Juppé, que ainda se encontravam em campanha por François Fillon”, publica o diário, que cita o deputado Franck Riester: “A opção Juppé é a única que possui credibilidade de Estado”, afirmou. Uma dezenas de prefeitos franceses da legenda se uniram ao deputado ao longo desta quinta-feira, segundo o Aujourd’hui en France.

Já os seguidores do ex-presidente Nicolas Sarkozy “se refugiam, no momento, dentro de uma aparente neutralidade”, relata o jornal, “Nem Fillon, nem Juppé, para não fragmentar o partido. Uma diretiva que vem direto de Sarkozy, que aconselhou Fillon na quarta-feira a “assumir suas responsabilidades”, sem reiterar seu apoio ao atual candidato oficial da direita”, finaliza o Aujourd’hui en France, que aposta que Alain Juppé deverá entrar no páreo até domingo, afirmando no entanto que Juppé não deve se mobilizar se Fillon não renunciar ele mesmo à candidatura.
 

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