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França

Macron apresenta programa com promessa de moralizar vida pública francesa

media O jornal francês "Aujourd'hui en France", desta quinta-feira (02) destaca o programa do candidato, Emmanuel Macron. RFI

A resenha da imprensa francesa desta quinta-feira (2) destaca as propostas de governo de Emmanuel Macron, reveladas hoje pelo candidato. O ex-ministro da Economia concedeu uma longa entrevista ao Aujourd'hui en France antecipando os pontos principais de seu projeto. A falta de um programa presidenciável era uma das grandes críticas ao líder do movimento independente En Marche.

O candidato do movimento independente En Marche, de centro-esquerda, tenta tirar proveito das dificuldades do adversário conservador, François Fillon, aponta Les Echos. Fillon, candidato do partido Os Republicanos anunciou na quarta-feira (1°) que será indiciado pela Justiça no caso do emprego fantasma de sua mulher, Penelope.

O ex-primeiro-ministro denuncia uma tentativa de “assassinato político”. Sua decisão de manter a candidatura é apoiada pelo Le Figaro. Mas ele perde aliados políticos, eleitores, e sua posição de favorito. Nas últimas pesquisas, Macron venceria Fillon no primeiro turno da eleição presidencial francesa e avançaria ao segundo, atrás apenas de Marine Le Pen, da Frente Nacional de extrema-direita.

Nem de esquerda nem de direita

O jovem candidato do movimento En Marche, de apenas 39 anos, afirma não ser nem de direita nem de esquerda. Aujourd’hui en France faz um resumo das principais propostas de governo que Emmanuel Macron revelou na entrevista ao diário.

Ele promete moralizar a vida pública, com, entre outras coisas, a interdição aos parlamentares de empregar familiares, como fez François Fillon. Esse ponto foi uma das exigências do líder centrista, François Bayrou, para apoiar o candidato independente.

Macron quer criar um sistema universal de aposentadoria, para acabar com a desigualdade entre os funcionários públicos e privados. Se for eleito, ele diz que as 35h semanais de trabalho serão mantidas, mas poderão ser flexibilizadas por acordos setoriais entre patrões e empregados.

Visando aumentar o poder aquisitivo, ele propõe exonerar cerca de 80% das residências do pagamento do IPTU, durante três anos. O seu programa prevê também um investimento de € 15 bilhões para financiar a transição energética no país.

No setor da segurança pública, que passou a dominar a campanha presidencial francesa após a agressão policial do jovem Théo, que provocou uma onda de protestos na França, o candidato de En Marche propõe a formação de uma polícia de segurança cotidiana, com a contratação de 10 mil novos policiais civis e militares.

No setor da educação, o candidato quer a autonomia das escolas públicas e a criação de entre quatro a até cinco mil vagas para professores. Até a proibição do uso de celulares pelos alunos do ensino fundamental está prevista nas propostas de Emmanuel Macron.

“Sim, ele tem um programa”

Mas “sim, ele tem um programa”, afirma o editorial do Aujourd’hui en France. Os adversários o acusam de ser ideologicamente vazio e sorriem, condescendentes, de seu jeito jovem. Elogioso, o texto diz que ao contrário de seus opositores, "raposas velhas da política francesa", Macron disputa pela primeira vez uma eleição presidencial e, apesar de novato, “tem um oportunismo metódico”.

Enquanto a esquerda se mostra incapaz de se unir e que François Fillon não consegue superar o escândalo do suposto emprego fantasma da mulher que freia sua campanha, o candidato de En Marche colhe apoios tanto da esquerda quanto da direita. “Macron tinha uma visão quase messiânica de seu papel na política francesa e eis que, como um milagre bíblico, a estrada em direção ao Palácio do Eliseu parece se abrir para ele”, profetiza Aujourd'hui en France.

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