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França

França sacrifica 600 mil gansos devido à gripe aviária

media Autoridades sanitárias francesas em Almayrac, na região do Tarn, onde um surto de gripe aviária foi identificado na criação de gansos. PASCAL PAVANI / AFP

A França decidiu sacrificar toda a sua criação de patos, 600 mil animais no total, no departamento de Landes, sudoeste do país, para erradicar uma epidemia de gripe aviária, segundo anunciou nesta terça-feira (21) o ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll.

"Já sacrificamos muitos patos na zona leste do departamento, ainda resta uma área na qual vamos abater todos os animais para tentar estabilizar a situação", declarou o ministro francês da Agricultura, Stéphane Le Foll, que confirmou nesta terça-feira (21) o número de 600 mil aves.

"Impotentes" e resignados face à virulência da gripe aviária (H5N8) que atinge desde dezembro de 2016 a região de Landes, no sudoeste francês, a maioria de criadores do departamento se declaram "de acordo" sobre o total de patos a serem abatidos na região, mas divergem sobre a maneira de retomar a produção uma vez que a crise seja resolvida.

A fazenda de Marie-Hélène Cazaubon, criadora de gansos em Montsoué, foi uma das primeiras afetadas em Landes no início de janeiro de 2017, quando ela foi obrigada a realizar o abate preventivo de 9 mil animais de sua criação. "É muito difícil ficar dois meses sem atividade, é difícil financeiramente e psicologicamente”, declarou o chefe da FDSEA, o maior sindicato agrícola da região.

Durante o surto anterior de gripe aviária, entre 2015 e 2016, Marie-Hélène teve que encarar a questão do esvaziamento gradual em sua criação. “Mas o mais difícil hoje em dia é o abate de todos os animais de uma vez só", afirma Cazaubon. "No início da crise”, lembra ela, “pensava-se que a barreira sanitária seria suficiente, mas este ano, a doença é particularmente virulenta", detalhou a criadora das aves.

"Fico muito triste em ter que dizer isso, mas hoje a única solução é o despovoamento total, porque temos que parar o vírus," explica Cazaubon. "Se nada for feito imediatamente, a situação vai se arrastar por meses e meses, colocando em risco a próxima temporada”, detalha.

Confiante de que "todos os animais abatidos serão compensados", um custo avaliado entre € 50 mil e € 60 mil, relativa a 9 mil aves abatidas, a criadora de gansos afirmou ainda que os bancos "agora são capazes de recompensar os criadores antecipadamente". Mas é ainda difícil estimar o "custo real do prejuízo durante este período de inatividade, porque não sabemos quando iremos retomar a criação", finaliza Marie-Hélène.

 

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