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França

Pressão popular evita expulsão de estudante brasileira da França

media Bruna ganhou um visto provisório e escapou da expulsão Reprodução

A pressão popular salvou a mineira Bruna Freitas Alves Pinheiro, 20, da expulsão da França. A estudante do ensino médio, que mora em Saint-Jean-de-Braye, na região Centre-Val de Loire, teve sua permissão de residência negada no mês passado, após três anos morando no país.

“Eu estava com uma amiga quando abri a carta. Fiquei chocada. Apesar de falar francês, achei que havia entendido mal. Porém era a mais pura realidade, escrita com todas as letras: eu tinha que deixar o país. Comecei a chorar, fiquei desesperada”, lembra Bruna em entrevista à RFI.

A partir da recomendação de uma amiga brasileira, que havia passado pela mesma situação, ela contatou a associação francesa RESF (Rede de Educação sem Fronteiras). “Eles me ajudaram a mobilizar os outros alunos e a realizar um abaixo-assinado”, conta.

Em menos de uma semana, a petição (online e em papel) chegou a mil assinaturas. O abaixo-assinado na Internet, no site “Mes Opinions”, foi criado por uma portuguesa, mãe de uma colega sua. Os professores e os funcionários da escola também participaram da campanha por sua permanência.

Além disso, um canal de TV local, France 3 Centre-Val de Loire, fez uma reportagem sobre a situação da brasileira, o que arregimentou mais apoio e solidariedade. Então Bruna criou um evento no Facebook convocando as pessoas a protestarem em frente à prefeitura. Ela também distribuiu panfletos em frente ao seu colégio.

“Apareceram cerca de 50 pessoas, o que foi ótimo, levando em consideração que foi tudo feito em pouco tempo e em um dia da semana”, afirma. “Acho que foi graças à manifestação, ao abaixo-assinado e à exposição na mídia que eles me deram um visto provisório até julho. Fiquei aliviada. Não sei ainda do que vou necessitar para renová-lo, mas as pessoas da associação vão me orientar”, comemora.

A boa notícia saiu no dia 7 de fevereiro, apenas um dia após os protestos. “Foi muito bom ver as pessoas se mobilizando por mim. Fiquei surpresa.”

Fascinada pela França

Bruna chegou à França há três anos, para morar com os avós e alguns tios, que têm permissão de residência na Europa. “Foi a realização de um sonho. O país sempre me fascinou. Cheguei sem nenhum visto, mas isso não me impediu de estudar”, conta.

Porém a permanência no país dependia de outros fatores. Na primeira vez que tentou entrar com um pedido, “a mulher do guichê disse que eu não tinha direito”. Então, uma associação que trabalha com imigrantes a ajudou a elaborar um dossiê, entregue em outubro de 2016 - o pedido que foi negado.

"Na carta, eles deram vários motivos pelos quais eu não podia ficar aqui, entre eles o fato de que meus pais não moram aqui. Não lembro os outros porque não tenho a carta aqui comigo. Mas eles me ofereciam até ajuda financeira para deixar o país.”

Bruna lembra que, além de desolada, ela ficou com muito medo. “A carta dizia que a polícia podia vir me buscar em casa, me pegar na rua, em qualquer lugar. Fiquei com medo de ir à escola, achando que eles poderiam me achar lá.”

Cursando o último ano do ensino médio, ela pretende fazer curso superior de enfermagem. “Antes queria medicina, mas acho que seria muito complicado competir com os franceses. Sou estrangeira e estou aqui há apenas três anos. Mas quem sabe no futuro?”. A garota fez vários amigos no país, entre franceses, brasileiros, portugueses e angolanos, e tem um namorado. “Meu plano é não deixar a França. Quero ficar aqui.”
 

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