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França

Fillon se desculpa por empregar familiares, mas segue na corrida presidencial francesa

media François Fillon se explicou diante dos jornalistas nesta segunda-feira REUTERS/Benoit Tessier

Acusado de criar empregos fantasma para seus familiares, o candidato da direita à presidência francesa, François Fillon, reconheceu nesta segunda-feira (6) ter cometido um erro ao contratar sua mulher e filhos como colaboradores. O ex-primeiro-ministro pediu desculpas aos franceses, mas continua na corrida presidencial.

Em uma entrevista coletiva que durou cerca de 50 minutos, François Fillon explicou de forma detalhada aos jornalistas as atividades profissionais exercidas por sua mulher Penelope. O ex-primeiro-ministro insistiu sobre a pertinência das funções de sua esposa. “Seu salário era totalmente justificável, pois seu trabalho era indispensável”. O candidato também disse que não vê nenhuma razão para reembolsar o dinheiro recebido por sua mulher.

Segundo revelações da imprensa, Penelope Fillon teria recebido, sem trabalhar, mais de € 800 mil em um período de quinze anos, quando foi contratada como assistente parlamentar de seu marido. Mas segundo o ex-chefe de governo, os valores divulgados pela imprensa teriam sido extrapolados. “Ela ocupou esse cargo com uma remuneração mensal de € 3.677 líquido”, disse o ex-premiê, ressaltando que os montantes anunciados pelos jornais seriam de seu salário bruto. Fillon também prometeu publicar na internet, até o final do dia, um relatório com seu patrimônio e uma lista com todas as remunerações de sua mulher. 

"Há práticas antigas na vida política que não são mais aceitáveis”, argumentou o ex-premiê diante dos cerca de 200 jornalistas. “Foi um erro. Eu me arrependo profundamente a apresento minhas desculpas aos franceses”, disse Fillon, que também é criticado por ter contratado dois de seus filhos, que teriam recebido € 84 mil de salário quando ainda eram estudantes. 

No entanto, o ex-premiê, que é candidato à eleição presidencial de abril pelo partido Os Republicanos, o mesmo do ex-presidente Nicolas Sarkozy, de quem foi primeiro-ministro, não pretende abandonar suas ambições políticas. Questionado se, apesar do escândalo, se considera apto para dirigir a França, ele foi categórico: “sou o único capaz de implementar em nosso país um programa de ruptura”. Porém, ele repetiu que caso seja indiciado por algum crime abandonará a candidatura.

Fillon deve agora tentar convencer seus partidários num momento em que a direita, apontada como vencedora da eleição presidencial, se vê confrontada à perspectiva de eliminação já no primeiro turno. De acordo com uma pesquisa publicada no sábado, o ex-premiê está agora em terceiro lugar, com 18% a 20% das intenções de voto, atrás da candidata da extrema-direita, Marine Le Pen (25%), e do centrista e ex-ministro da Economia, Emmanuel Macron (21% a 22%), que avança com o vento em popa.

Outra pesquisa mostra que 68% dos franceses não querem que Fillon mantenha a sua candidatura à presidência.
 

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