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França

O que se sabe sobre o ataque perto do Museu do Louvre

media Homem ataca soldados com um facão perto do Museu do Louvre em Paris nesta sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017. REUTERS/Christian Hartmann

Um militar abriu fogo e feriu gravemente um homem que tentou atacar uma patrulha com dois facões nesta sexta-feira (03) perto do museu do Louvre, em Paris. O ataque já é considerado de “caráter terrorista”. O agressor, Abdallah E-H, de cerca de 30 anos, é suspeito de ter entrado na França com um visto egípcio a partir de Dubai.

O incidente aconteceu por volta das 9h45 da manhã (hora local de Paris), em uma escadaria de uma galeria que dá acesso ao Louvre, o museu mais visitado do mundo. Um homem "armado com ao menos um facão e talvez portando uma segunda arma" se aproximou de quatro militares da operação francesa conhecida como Sentinela, proferindo "ameaças" e gritando "Allah Akbar" (“Alá é grande”), segundo informou o chefe da Polícia de Paris, Michel Cadot. Em seguida, ele retirou o facão da mochila e tentou atingir um dos soldados.

A operação Sentinela, à qual pertencem os militares envolvidos, foi criada na França após os ataques de 2015 especialmente para combater o terrorismo no país. O presidente francês François Hollande elogiou a "coragem e determinação" dos policiais que impediram o ataque.

"O soldado que se encontrava mais próximo do agressor utilizou sua arma para se defender do ataque, disparando cinco tiros e ferindo gravemente o assaltante, principalmente no estômago”, confirmou Cadot. “O militar tentou primeiro afastá-lo com gestos de autodefesa. Como foi impossível, um quarto soldado abriu fogo", afirmou à RFI Benoît Brulon, porta-voz da operação Sentinela. Um dos militares ficou levemente ferido na cabeça.  A região foi rapidamente controlada pelas forças de ordem e às 10h30 todo o perímetro foi cercado por militares com coletes antibala.

“Contexto terrorista”

“Penso que se trata de uma pessoa que havia uma vontade real de agredir, que fazia ameaças diretas e cujas manifestações verbais nos induzem a concluir que ele tentava realizar esta agressão dentro de um contexto terrorista”, declarou Michel Cadot. Uma segunda pessoa foi capturada durante as investigações, mas nenhuma ligação foi estabelecida entre ela e o agressor. De acordo com o primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, trata-se "visivelmente" de uma "tentativa de ataque de caráter terrorista". Ainda não há informações sobre a identidade do suposto agressor.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, esteve no local pela manhã e confirmou que as cerca de 250 pessoas que estavam confinadas no interior do Carrossel de Louvre e da Escola do Louvre, que se encontra dentro do centro comercial, já haviam sido retiradas em segurança do local. Segundo Pierrer Olivier, enviado especial da RFI, grupos de cerca de dez pessoas continuam a ser regularmente evacuados do Carrossel. A operação é demorada uma vez que cada pessoa é sistematicamente revistada, antes de poder deixar o local.

“Toda a operação de evacuação foi feita de maneira simples, direta e sem dificuldades”, declarou a prefeita parisiense, que também destacou a eficiência do dispositivo de segurança em torno de um dos locais mais frequentados da capital francesa. Segundo Hidalgo, exercícios frequentes dos agentes da prefeitura com as autoridades de segurança são feitos para reagir a ataques e a ameaças terroristas como o dessa sexta-feira (3).

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