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França

Benoît Hamon vence primárias e representará socialistas na presidencial francesa

media O ex-ministro da Educação, Benoît Hamon, venceu neste domingo (29) o segundo turno das primárias socialistas e vai disputar a presidência da França pelo partido em 2017. REUTERS/Philippe Wojazer

Considerado a revelação da campanha, Benoît Hamon, de 49 anos, faz parte da ala mais à esquerda do Partido Socialista (PS). Vencedor do primeiro turno das primárias, ele bateu com folga neste domingo (29) o ex-primeiro ministro Manuel Valls e representará o partido na corrida presidencial francesa de 2017.

Benoît Hamon foi consagrado como o candidato oficial dos socialistas à sucessão presidencial francesa com uma vitória considerada esmagadora, contabilizando 58,89% dos votos. Ele venceu o ex-primeiro-ministro da França, Manuel Valls, que fechou este segundo e decisivo turno com 41,11% na preferência dos socialistas e seus aliados. [clique aqui para ver o infográfico com os principais pontos dos programas de cada candidato].

O anúncio do nome do vencedor do segundo turno das primárias socialistas foi feito por volta das 20h35 (horal local de Paris, 17h35 em Brasília). Como no primeiro turno das primárias socialistas, no domingo anterior (22), as cerca de 7,5 mil seções eleitorais distribuídas por toda a França abriram suas portas às 9h da manhã, pelo horário local (6h em Brasília) e a votação terminou pontualmente às 19h de Paris.

As primárias "belle alliance populaire" (bela aliança popular, em português) foram organizadas pelo Partido Socialista (PS) e seus aliados. Ex-ministro da Educação, Hamon será a partir de agora o candidato que deverá organizar divergências intrapartidárias dentro do PS. A legenda está enfraquecida após o governo de François Hollande, que desistiu de se candidatar a um segundo mandato no dia 1° de dezembro de 2016. 

Benoît Hamon vota em Trappes, no segundo turno das primárias socialistas da França, em 29 de janeiro de 2017. REUTERS/Philippe Wojazer

Desafios de Benoît Hamon

Durante a corrida presidencial francesa, que acontece entre entre abril e maio desse ano, Hamon deverá também enfrentar adversários como o conservador François Fillon, candidato da direita à presidência francesa, pelo partido Os Republicanos (LR). Fillon teve recentemente sua candidatura comprometida por um escândalo envolvendo sua mulher, Penelope, suspeita de "desvio de dinheiro público". Fillon se defendeu das acusações, mas a investigação aberta pela justiça francesa deverá deixar manchas na reputação do candidato.

Mas Hamon deverá enfrentar principalmente o fantasma da extrema-direita francesa, representado por Marine Le Pen, presidente do partido Frente Nacional, além da recente popularidade do candidato independente Emmanuel Macron, ex-ministro francês que lançou o movimento “Em Marcha”, cuja adesão de nomes de peso e da população assustou até Le Pen.

“Pela primeira vez, o Partido Socialista não está em condições de chegar ao segundo turno das eleições presidenciais. Atualmente, quem estaria no segundo turno seriam os candidatos da direita e da extrema-direita”, explica o cientista político Gaspard Estrada, do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences-Po). “O que está em jogo nesta primária não é o nome do futuro presidente da República, e sim o nome de quem será o líder da oposição socialista”, analisou.

Voluntários do Partido Socialista se preparam para fazer a contagem de uma das urnas neste segundo turno das primárias, em 29 de janeiro de 2017. REUTERS/Eric Gaillard

Participação maior que no primeiro turno: 300 mil votos a mais

Cerca de 2,1 milhões de franceses votaram neste segundo turno das primárias da esquerda, cerca de 23% a mais que no primeiro turno, segundo Christophe Borgel, presidente do Comitê Nacional de Organização da Primária. Uma das questões-chave e um dos principais termômetros da capacidade de mobilização socialista foi o grau de participação dos eleitores durante esta última e decisiva etapa do pré-pleito presidencial na França.

Os números já indicavam um aumento da participação por volta das 17h deste domingo, com mais de 1,3 milhão de votos computados em 75% dos cerca de 7,5 mil postos de votação. O resultado foi considerado positivo pela imprensa francesa, que anunciou um "forte aumento" na participação entre os dois turnos das primárias socialistas. 

No entanto, os números são menores do que os das últimas primárias do partido em 2011. Na época, foram contabilizados cerca de 2,7 milhões de votos.

 

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