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França

Conheça Benoît Hamon, vencedor do 1° turno das primárias socialistas na França

media O candidato da esquerda francesa, Benoit Hamon, que centrou sua campanha em criar um programa universal de renda mínima. REUTERS/Jacky Naegelen

O ex-ministro da Educação surpreendeu a cena política francesa ao vencer o primeiro turno das primárias do partido socialista francês e aliados obtendo 36,3% dos votos. O pleito designará o candidato às eleições presidenciais francesas, em maio de 2017, mas tem chances remotas de disputar o segundo turno.

Nos corredores do partido socialista francês Benoît Hamon sempre foi conhecido como “mino”, abreviação de “minoritaire” (minoritário em francês). Esse codinome pouco lisonjeiro, como descreve o jornal Le Monde, se explica pela transparência do candidato em seu sentido literal: um tipo que a gente vê na TV sem lembrar direito do nome, ou que ninguém pensa em dedicar uma biografia, por exemplo. Por isso não foi sem surpresa que Hamon, deputado europeu, porta-voz do partido e ministro por duas vezes, assumiu a liderança na corrida por uma vaga na disputa pela presidência francesa.

Sua vitória sobre o ex-premiê Manuel Valls mostra mais do que nunca a divisão interna dentro do partido. Valls, considerado como o linha dura da legenda, descrito com frequência como “o representante da extrema-direita dentro da esquerda”, ficou a ver navios.

E Hamon? Benoît Hamon é um clássico representante da esquerda e de seus ideais. Militante desde os 19 anos, ele participou de movimentos contra o racismo, onde começou sua carreira política, em 1986, e sempre foi um opositor do modelo de desenvolvimento liberal. A ideia foi defendida em seu livro “Tourner la page” (Virar a página), publicado em 2011.

Na obra, ele rejeita as políticas de austeridade da União Europeia e defende uma mudança no modelo liberal, que “paralisa a marcha do progresso social”. Para Hamon, o capitalismo financeiro mergulhou o mundo na crise. Uma linha oposta à dos movimentos populistas que ganham força na Europa e no planeta, como demonstra a eleição de Trump. Contrária também à dos candidatos favoritos ao pleito na França: François Fillon, representante do partido “Os Republicanos”, e Marine Le Pen, do partido de extrema-direita Frente Nacional

Por isso sua candidatura, acreditam muitos, principalmente seu rival, Manuel Valls, enterra definitivamente as chances do Partido Socialista de continuar no poder. O governo de François Hollande, um dos presidentes com uma das menores taxas de popularidade da história, também não atua a favor dessa equação.

Fim do estado de emergência, adoção do salário universal

Entre as medidas polêmicas anunciadas pelo candidato está “o fim do estado de emergência assim que as leis antiterroristas e do serviço secreto possibilitarem à Justiça e à polícia uma ação mais eficaz”. Hamon ainda defende que os estrangeiros tenham o direito de votar nas eleições locais, um tema extremamente polêmico na França.

O candidato também propõe um salário universal que será pago a todos os franceses maiores de 18 anos, independentemente da classe social, de € 750 mensais. Um modelo já testado na Finlândia, no estado do Alaska e na Alemanha, que visa integrar ou substituir ajudas sociais do governo. A ideia, que apareceu no século 18, é defendida por vários pesquisadores.

O dispositivo visa acabar com a pobreza extrema, dando a possibilidade ao cidadão de trabalhar ou não, se dedicar a uma organização não-governamental ou sua família. E também flexibilizaria o mercado de trabalho. O candidato socialista defende o princípio, mas já declarou que ele não seria colocado em prática antes de 2022 e antes de uma “grande discussão envolvendo governo e cidadãos para discutir suas bases”.

 

 

 

 

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